Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 13/03/2018
Na célebre obra machadiana, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o defunto-autor declara que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Desse modo, em relação a intolerância contra à homofobia no Brasil, o escritor estaria correto em seu pensamento, à medida que o contexto atual de desrespeito fere à integridade humana de todos os cidadãos. Nesse ínterim, há fatores que não podem ser negligenciados pela democracia, como a violência, o egocentrismo social e a discriminação concernente a tal grupo, visando combater e solucionar o impasse.
Em primeira análise, cabe pontuar que a intolerância homoafetiva é uma questão social a ser discutida no Brasil. De maneira análoga, na Idade Média os homossexuais possuíam um estereótipo de “doente”, não podendo exercer seus direitos e, muitas vezes, perseguidos por grupos intolerantes. Nesse contexto, hoje, ainda há raízes históricas presentes na sociedade brasileira, visto que o índice de agressões alusivo ais mesmos apresenta uma taxa gritante, assim como mostra o blog do guia do estudante, afirmando que só nos quatros primeiros meses do ano de 2017, 53 transgêneros foram mortos, representando um caráter hediondo e preconceituoso.
Ademais, convém frisar que o egocêntrismo dos cidadãos corrobora o problema, haja visto que não há mais o espírito de fraternidade concedida pelas ideias iluministas. Isso porque como afirma Émile Durkheim, o egoísmo é fruto de uma sociedade egocêntrica, que não respeita as diferenças do próximo, o que rompe as leis da Constituição de 1988, reafirmando a igualdade social perante à lei. Além disso, a falta de informação, não raro, contribui para o aumento da homofobia na conjuntura social, visto que a sociedade se conformou a uma visão determinada em um “perfil ideal”, desvalorizando os componentes do grupo LGBT e facilitando processo de exclusão social, dificultando ainda mais o combate ao caráter homofóbico.
Dessa forma, diretrizes que formulem mudanças são necessárias para solucionar o impasse, o desrespeito e a intolerância aos grupos homoafetivos. Para isso, cabe à escola desenvolver o senso comum e o espírito de fraternidade com o próximo desde a fase mais tenra de um indivíduo. Isso pode ser feito por meio de palestras socioeducativas com pais e alunos, mediante ao auxílio de pedagogos e psicólogos proliferando o conhecimento sobre a temática, visando formar e informar novos cidadãos tolerantes às diferenças. Outrossim, é imprescindível que o governo amplie a fiscalização de leis concernentes a casos homofóbicos, atribuindo novas multas e serviços comunitários para os agressores, a fim de exaurir o índice de violência contra os grupos LGBT’s e propor um ambiente harmônico para todos os cidadãos.