Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 21/03/2018

Com a queda do Império Romano no século V e a ascensão do cristianismo, houveram muitos retrocessos sociais, como, por exemplo, a condenação de homossexuais, o que era visto com naturalidade anteriormente a tal acontecimento. Desde então, muitos paradigmas foram rompidos. A homossexualidade, que era vista como patologia até o ano de 1990, deixou de ser assim encarada, abandonando, desta forma, o termo “homossexualismo”. Entretanto, apesar disso, a homofobia ainda é muito inerente, levando à violência e à morte de centenas de pessoas todos os anos no Brasil.

Salvo à laicidade do Estado, a cultura cristianista ainda não atingiu à restrição privada de cada cristão, obtendo grande influência cultural no Brasil até os dias de hoje. Portanto, muitas dessas pessoas, adotando a sua própria fé como verdade e desconsiderando qualquer consciência de diversidade, acabam agindo de forma intolerante, como acontece na homofobia.

De acordo com o artigo 3° da Declaração Universal de Direitos Humanos “todos têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”, podendo, também, fazer uma alegoria ao conceito de isonomia e liberdade civil e jurídica de Rousseau. Todavia, na prática, tais direitos são violados, visto que, em média, a cada vinte e oito horas, um LGBT (Lésbicas. Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros) morre no Brasil.

Sendo assim, é nítida a necessidade de intervenções governamentais visando ultrapassar o obstáculo que é a homofobia no Brasil. O governo federal, atrelado à prefeituras municipais e aos veículos midiáticos, deveria promover eventos de debate sexual em locais públicos e em redes de TV aberta, aliados à especialistas sobre o assunto, visando ao mesmo tempo o direito à voz dos homossexuais e o acesso à informação consistente daqueles que não as obtêm. Aspirando, assim, uma sociedade mais igualitária e que enxerga a homossexualidade com naturalidade e respeito.