Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 06/04/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a Homofobia, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de uma lei rigorosa contra a Homofobia, rompe essa harmonia, haja vista que, a impunidade leva os intolerantes a não terem limites sobre os seus atos.
Outrossim, destaca-se a ausência de aquiescência e respeito ao próximo como impulsador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Segundo essa linha de pensamento, observa-se que a prenoção com os homossexuais acarreta dificuldade no âmbito trabalhista, uma vez que, muitas empresas, não aceitam os mesmos por terem uma opção sexual contrária à maioria.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Poder Legislativo do Brasil, juntamente com o Presidente da República, deve aprovar uma lei para que a Homofobia venha a ser considerada crime, promovendo aos homossexuais uma maior segurança. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o combate à Homofobia, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus.