Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 14/05/2018
No que se refere aos impactos ambientais do consumo no século XXI, pode-se afirmar que a ascensão do tema traz o debate do consumismo a tona, já que ele é o responsável pela degradação do meio-ambiente. Nesse sentido, para que os problemas ecológicos sejam resolvidos, é importante dar atenção por onde se propaga essa ideia insustentável, como a utilização das mídias e do meio sócio-cultural.
Em primeiro plano, segundo o sociólogo Adorno, a mídia cria certos esteriótipos que tiram a liberdade de pensamento do indivíduo, forçando imagens, muitas vezes, errôneas em suas mentes, sendo assim, compreende-se o comportamento de empresas como a “Apple” ( marca de celular ) que cria um status social em volta do seu produto, criando uma falsa necessidade de te-lo. Dessa forma, começa-se um círculo vicioso de compra e descarte, graças ao meios publicitários, para que se mantenham sempre “atualizados” e com seu posicionamento social, sem que em nenhum momento essas propagandas tentem conscientizar sobre a realidade do planeta, o que consequentemente, além da exploração descabida da matéria prima, causa a eliminação inadequada de baterias de lítio dos celulares ocasionando a contaminação do solo e sub-solo, entretanto, essa é uma tática dessas franquias, já que o desperdício pode ser visto como um processo construtivo de acumulação de capital.
Ademais, o meio sócio-cultural é um influenciador no meio-ambiente, pois segundo Durkheim, a maneira coletiva de pensar é dotada de generalidade, exterioridade e coercitividade, ou seja, o indivíduo tende a adquirir hábitos por vivência em grupo. Dessa maneira, países como o Japão são exemplos mundiais de sustentabilidade, o qual o consumo consciente é aliado à reciclagem e reuso, sendo aplicados no dia-a-dia da sociedade japonesa criando essa rotina de adquirir comportamentos, porém a teoria tem seu efeito contrário em países como o Estados Unidos, e até mesmo o Brasil, os quais a população normatiza a exploração finita dos recursos, e o descarte inadequado na sua esfera social, passando essa aprendizagem de geração em geração.
Entende-se, portanto, que para o combate dos impactos ambientais causados pelo consumismo, o Estado precisa de leis mais rígidas para propagandas e resíduos das empresas, assim como precisa de meios que sensibilizem a temática no corpo social. Cabe ao Legislativo a criação de uma lei que responsabilize as franquias pelo recolhimento de seus resíduos, como máquinas em lugares públicos onde se possa descartar baterias de lítio, assim como multa de propagandas enganosas e apelativas, já que elas podem desencadear uma função controladora e alienadora no corpo social. Por fim, a Secretaria de Comunicação Social deve criar propagandas de conscientização da população quanto ao consumismo, mostrando as consequências sócio-ambientais, tais como a exploração e destruição.