Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 21/04/2026
O filme Wall-E retrata um mundo distópico onde a vida na Terra tornou-se insustentável devido ao consumo exacerbado por parte dos seres humanos. De forma semelhante, a atual sociedade brasileira, demonstra um grande consumo, sem real preocupação com a forma que esses produtos serão descartados após a utilização. Seguindo esse raciocínio, é notável a presença do consumismo e negligência, das pessoas e empresas, em relação ao meio ambiente.
Segundo a ‘Sociedade do Consumo’ de Karl Marx, o consumo é influenciado pelo ‘fetiche de mercadoria’, que é dar um valor simbólico ao produto, ou seja, o objeto deixa de ser comprado pela sua utilidade e passa a ser visto pelo seu valor social, o status. O consumismo - obtenção exagerada de bens e produtos - da sociedade brasileira, é um exemplo dessa teoria, pois grande parte desses artigos é adquirido por ser uma tendência, sendo descartado assim que algo novo aparece.
Por conseguinte, há fabricação em larga escala para satisfazer a demanda dos itens. A ideia de ‘produção em massa’, popularizada por Henry Ford, teve origem na primeira revolução indústrial, com esse metódo, o povo é incentivado a consumir cada vez mais, e como resultado, incentiva as empresas a produzir mais, indiferente ao impacto da extração de matérias primas causado na natureza. Assim, essa produção em massa gera desmatamento, tanto na busca por matéria prima, quanto por espaço para as fábricas; poluição, pelo maquinário utilizado; e descarte irresponsável por parte das pessoas quando não sentem mais interesse pelo bem adquirido anteriormente.
Portanto, é necessário tomar medidas para a resolução ou diminuição dos impactos da problemática. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, responsável por formular e implementar políticas nacionais de proteção ambiental, uso sustentável de recursos naturais e combate à mudança climática, deve fiscalizar de forma mais rígida as empresas em relação a extração de matéria e criar, para a população, programas sociais e palestras de incentivo ao consumo consciênte, uso sustentável e reciclagem para que haja a diminuição no descarte irregular e consumo geral. De modo que a realidade distópica do filme Wall-E, esteja cada vez mais distante da sociedade brasileira.