Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 06/06/2018
A sociedade contemporânea nunca esteve tão ligada ao capitalismo como agora. Desse modo, por ele ser um modelo de produção que visa o lucro sob qualquer custo, grandes empresas, sobretudo de tecnologia, fazem uso de diversos mecanismos para atingir seus objetivos, e o mais conhecido deles é a obsolência programada. Entretanto, essa é uma prática que acaba por causar grandes impactos ambientais.
Dessa forma, o que seria obsolência programada? É quando uma indústria impõe, subjetivamente, sob algum produto, uma data de validade, por mais que ele não precise, como por exemplo os celulares e automóveis. As formas com que esse objetivo pode ser atingido são as mais diversas, e vão desde lançamento anual de um modelo novo, com características quase idênticas ao antecessor, até mesmo construir o item com material de qualidade baixa. Isso é feito para que se compre um novo produto em menos tempo.
Sendo assim, um grande exemplo é a linha S de smartphones da Samsung. Todo ano um novo aparelho é lançado no mercado, sob grandes campanhas publicitárias para fomentar seu consumo, todavia, o celular do ano não tem grandes mudanças em relação ao seu antecessor, nem em hardware nem em aparência. Além disso, outra clara exemplificação são os dos para-choques dos veículos, que antes eram feitos de metal e agora é produzido com plástico, pois, em caso de qualquer choque mecânico, a peça se quebra e tem que ser substituída.
Ademais, o problema da obsolência programada gera graves impactos à natureza, já que, se mais produtos são produzidos, usa-se mais energia e degrada-se mais o meio ambiente em busca dos insumos, além de que mais material será descartado de forma inadequada, como os produtos eletrônicos, que podem contaminar o solo, a água e causar bioacumulação nos animais e seres humanos devido aos metais.
É necessário, portanto, que ONGs (Organizações Não Governamentais) que protegem a natureza, como a GreenPeace e a WWF (World Wide Fund for Nature) usem a sua força nas redes sociais para realizar campanhas sobre os perigos que causam o consumo desenfreado, e também pressionar os governantes a adotar medidas de proteção ao meio ambiente, como a criação de aterros sanitários e multas para quem descartar lixo diretamente na natureza. Tudo isso é extremamente fundamental para a garantia de um futuro digno para as futuras gerações.