Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 01/06/2018

A sociedade brasileira atual é, claramente, capitalista, sofre grande influencia do consumismo norte-americano pós Segunda Revolução Industrial. Esse modo de vida, ao perdurar até o século XXI, causa enormes danos ao meio ambiente. As novas tecnologias que surgem agora, de modo a manter o consumo e, consequentemente, a economia rodando, sugam cada vez mais matérias primas finitas da terra. E, o pior nisso é que elas se tornam obsoletas muito rapidamente, criando um problema quanto ao modo e ao lugar de seu descarte. O consumo gera impactos na economia, muda a vida da sociedade e transforma o ambiente. Isso tudo, nem sempre ocorre no bom sentido.

Acerca desse assunto, pode-se afirmar que seja um ciclo: o produto sai do meio ambiente, à exemplo do petróleo, é modificado em uma industria, se torna um bem de consumo - plástico - é consumido - uma embalagem de iogurte, ou uma caneta - e, em tese, voltaria àquela mesma indústria para o seu reaproveitamento ou ser devolvido ao meio da forma menos danosa possível, sendo essa uma responsabilidade de quem o produziu. Contudo, essa última fase é pulada e seu descarte é feito diretamente por quem o consumiu, de forma, na maioria das vezes, errônea.

Além disso, esse plástico é o personagem principal nessa saga. Isso porque ele, como mostrado no documentário “Oceano de Plástico”, é bom porque é durável, e é terrível pelo mesmo motivo. Hoje é impossível imaginar a vida sem ele: a garrafa d’água é de plástico, assim como a embalagem do sanduíche e como o zíper das calças. O revestimento externo do computador é plástico. E, o descarte inadequado desses objetos faz com que ele seja o maior poluente dos oceanos na atualidade. Pelo mar, é confundido com algas e comido por peixes ou aves, que têm o estômago cheio dele e, mesmo com o estômago cheio, morrem de fome, já que plástico não é alimento, nem natural do mar.

Logo, é de máxima importância que o Ministério de Planejamento e Desenvolvimento Social, em parceria com a iniciativa privada e o Ministério da Educação, capacitem os catadores de lixo, de modo a identificar resíduos que possam ser nocivos ao meio ambiente e levar à um destino correto. Isso se daria até que as empresas privadas que produzem esse tipo de produto, seja plástico, seja possivelmente radioativo, se capacitem de modo a executar a tarefa de reutilizá-lo. Além disso, é fundamental que o Judiciário crie, vote e aprove um Projeto de Emenda à Constituição, afirmando ser o Brasil uma pátria responsável por todo o lixo que produz. Em decorrência dessa emenda, o MEC deve adicionar à Base Curricular, de forma obrigatória, educação ambiental. Assim, gradativamente, as mazelas em relação ao descarte do que foi consumido seriam sanadas.