Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 08/06/2018

Em seu conto “O espelho”, Guimarães Rosa discute a ansiosa busca por algo que o reflexo físico não poderia mostrar, constatando o quanto da individualidade se decide pelas imposições do meio. Diante de uma sociedade do espetáculo, em que as influências midiáticas corporativas e individuais pautam gastos e escolhas, nota-se que o consumo é marca de um processo identitário contemporâneo. Urgem, então, problemas associados ao descarte inadequado de produtos que entram em consonância com o consumismo exacerbado da população de diversas nações no século XXI.                                           A priori, com o advento da Terceira Revolução Industrial, o mundo, de certo modo, ficou dependente do aparato tecnológico. Dessa forma, fica explicita a inter-relação entre o capitalismo e os impactos ambientais gerados pelo descarte errôneo de substâncias prejudiciais à saúde e à atmosfera, quando este produz produtos em um ritmo que a população não consegue acompanhar. Isso corrobora com a obsolescência programada das mercadorias, e a marginalização do indivíduo perante a sociedade , ao passo que esse não esta inserido nos padrões tecnológicos do momento.Por isso, as pessoas descartam produtos velhos em qualquer lugar, uma vez que falta estímulo das prefeituras para a coleta seletiva, auxiliando com os impactos ambientais, como os metais pesados lançados em águas.            Há de se saber, ainda, que o imperativo da mídia leva a impossibilidade das populações aderirem ao desenvolvimento sustentável,isto é, a imprensa aborda de maneira ineficaz os benefícios da sustentabilidade, uma vez que essa não gera lucros aos grandes empresários. O Brasil, por exemplo,utiliza muito agrotóxico em plantações, os quais são prejudiciais ao ser humano e ao meio ambiente, em detrimento da agricultura orgânica, que por mais presente que seja, sua participação no país é irrisória quando comparada à agricultura convencional.                                                                             Convém, portanto, que o Estado crie um projeto para se desenvolver nas escolas cujo objetivo seja promover palestras e debates a respeito  do desenvolvimento sustentável e dos problemas trazidos pelo descarte de lixo, principalmente o eletrônico. Ademais, é que imprescindível que a mídia, como formadora cívica, deixe de emitir juízo de valor acerca dos novos produtos, por meio da neutralidade em jornais impressos e midiáticos. Desse modo, coibiremos os impactos ambientais gerados pelo descarte inadequado e pela manutenção do mercado como modo de vida social.