Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 30/06/2018

O consumo exagerado que surgiu juntamente com o capitalismo, durante a Primeira Revolução Industrial no final do século VXIII, traz impactos ambientais irreparáveis. Assim, o péssimo hábito das pessoas de consumirem sem necessidade e sem limites pode levar à contaminação do solo por resíduos dos produtos e à poluição atmosférica por emissões de gases nas indústrias.

A princípio, é válido analisar o que gera a necessidade de aquisição de produtos supérfluos pelas pessoas. Vive-se, hoje, no século do consumo, que supera todos os anteriores, era na qual a mídia dissemina padrões que devem ser seguidos para que se tenha status e reconhecimento, levando as pessoas a comprarem de forma irracional. Tal fato foi agravado após a Crise de 1929, quando houve uma superprodução não acompanhada de demanda, pois os produtos eram feitos para durarem, assim, não havia a necessidade de nova aquisição. Por isso, criou-se a obsolescência programada, encurtando a vida útil da mercadoria. Isso causou um aumento gradativo na geração de resíduos e o descarte irregular de embalagens e de resquícios de produtos, que contaminam o solo, deixando-o, muitas vezes, infértil, podendo levar a uma crise na produção de alimentos, por exemplo.

Além da geração de resíduos, outro ponto que danifica o meio ambiente são as emissões de gases poluentes pelas indústrias durante a produção. Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, o capitalismo implanta a necessidade de consumo, pregando a pseudo-felicidade em torno dos produtos através da Indústria Cultural. Com isso, o consumo só aumenta e consequentemente, a produção. Porém, esse fato torna-se um grave problema, pois durante a produção há a liberação de gases pelas máquinas, como por exemplo o dióxido de carbono (CO²), que podem gerar a chuva ácida, o efeito estufa e rompimentos na camada de ozônio,  comprometendo a saúde humana.

Portanto, medidas se fazem necessárias para conter as consequências do consumismo para o meio ambiente. Primeiramente, o Ministério do Meio Ambiente junto com a mídia devem promover campanhas que incentivem a reutilização e reciclagem de resíduos, através de propagandas de televisão e a disponibilização de coleta seletiva nas cidades, para que diminua a contaminação do solo. Além disso, o mesmo ministério deve fiscalizar severamente indústrias para verificar se usam filtros para os gases poluentes, através da ação de fiscais, com o objetivo de reduzir as emissões e a poluição. Desse modo, parte dos problemas ambientais relacionados ao consumo poderão ser amenizados.