Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 29/06/2018
Com a queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria, o sistema geopolítico capitalista corroborou-se e influenciou os tecidos sociais a terem hábitos consumistas até os dias de hoje. Nesse viés, hodiernamente, no que concerne aos impactos ambientais do consumo no território nacional, é perceptível que essa situação deplorável está intrínseca à sociedade civil por decorrência não apenas da coletividade brasileira, tal como pela indolência do Estado. Urge, em suma, uma mobilização homogênea da conjuntura social e do Ministério Público para combater o estorvo apresentado.
Convém ressaltar-se, a princípio, que o consumismo é reflexo da relação em um meio gregário com essa cultura. Por esse prisma, consoante ao postulado durkheimiano, o fato social são normas culturais e convicções que transcendem a entidade civil e poder exercer domínio coletivo. Sob tal perspectiva, depreende-se que o consumo prescindível assemelha-se à ótica do antropólogo, isto é, se uma criança convive em um âmbito no qual os indivíduos manifestam esse hábito, deveras, irá incorporá-lo por virtude da sociabilização. A lógica consumista, por conseguinte, é transmitida por intermédio de gerações, amplificando, hiperbolicamente, a degradação da natureza para gerar matéria-prima. Ademais, é pertinente enfatizar-se o vilipêndio do Poder Legislativo como um aspecto hegemônico para a intensificação do pensamento insustentável. Nesse contexto, conforme promulgado na Constituição 1988, é dever do Estado garantir reservas ambientais, independente de qualquer atributo. À vista dessa cláusula, infere-se que ocorrer diariamente transgressão com a lei por empresas clandestinas, ou seja, embora o preceito dificulte a obtenção de matéria-prima para conceber artifícios, é irrefutável que ainda esbarre na fiscalização desses solos, conjuntamente, com as exíguas práticas preventivas para confrontar a razão insustentável e o consumismo. Outrossim, segundo os princípios aristotélicos, a política deve ser utilizada para alcançar a justiça. Logo, uma direção eficaz da jurisprudência e essencial para transpor a barreira da degradação em detrimento do consumo.
Portanto, indubitavelmente, é necessária uma medida para transfigurar esse cenário repulsivo. A fim de mitigar o entrave, é imensurável a relevância da família, em consonância com a instituição educacional, na fomentação do intelecto e do pensamento ecológico dos jovens, por meio de dicções e apresentações artísticas que visem contemplar a importância do meio ambiente e respeitá-lo, tanto quanto demonstrar as consequências do ato consumista, cuja finalidade é atenuar a destruição da natureza, para que a nação disponha de um desenvolvimento sustentável e disciplinado. Com base nos ideias durkheimiano, em síntese, esse fato social será gradativamente suplantado na pátria brasileira.