Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 30/06/2018
No período pós Primeira Guerra, os Estados Unidos passaram a propagar o “American Way Of Life”, que incentivava o consumo exagerado e a aquisição de bens como forma de felicidade. Entretanto, mesmo no Brasil, o consumismo desenfreado torna-se um dos problemas agravantes à situação da devastação do meio ambiente, seja pela exploração dos recursos naturais ou pelo descarte incorreto dos resíduos desses produtos. Desse modo, percebe-se a necessidade de um debate acerca do consumismo e seus impactos ambientais.
É importante pontuar, de início, que as melhorias tecnológicas nas indústrias, desde a Revolução Industrial, têm acelerado o processo de produção e, consequentemente, a disponibilidade de produtos ao consumo. Contudo, para suprir a demanda da fabricação de bens de consumo, é necessária a exploração excessiva de matéria prima, isto é, recursos naturais. Soma-se a isso, a emissão de gases poluentes advindos das indústrias, que são altamente nocivos à atmosfera. Como consequência, tem-se a interferência no equilíbrio ambiental e a degradação do meio ambiente, afetando ecossistemas e gerando mudanças climáticas.
Concomitantemente a isso, a destinação incorreta dos resíduos gerados pelos bens de consumo também é agravante à devastação ambiental. Isso se deve ao fato de que a sociedade capitalista, movida pela influência da mídia e dos produtores para a aquisição desenfreada de produtos, pouco se importa com o destino do lixo produzido. Exemplo disso é a produção do lixo eletrônico no Brasil que, em 2016, gerou cerca de 1,5 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos e, contudo, teve uma taxa de reciclagem de apenas 2% desses detritos, segundo dados do IBGE. Em decorrência disso, os metais pesados contidos nesses produtos afetam o meio ambiente, visto que causam contaminação de solos, águe e trazem riscos à saúde humana. É desse modo, portanto, que o sistema capitalista e o consumismo exacerbado são responsáveis por grande parte da destruição ambiental.
Frente ao exposto, fica evidente a necessidade de controlar o consumo excessivo e os problemas gerados por ele. Para isso, o Poder Público, a fim de diminuir a exploração de recursos naturais, deve criar programas de incentivo à reciclagem de produtos, por meio de incentivos fiscais às empresas que adotem tal prática. A mídia, por sua vez, além de extinguir as propagandas de cunho apelativo à aquisição de novos produtos, pode promover campanhas nos mais diversos veículos de comunicação, discorrendo acerca da necessidade de um consumo mais consciente. Somente dessa maneira, será possível conciliar o equilíbrio ambiental e as necessidades humanas.