Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 12/07/2018

Política Nacional de Resíduos Sólidos foi o nome dado, pelo governo brasileiro, a uma lei que procura organizar sob a melhor forma o modo com que o país lida com o lixo. Assim como o Brasil, diversos países concedem às prefeituras a responsabilidade para lidar com os resíduos das cidades, o qual tem se apresentado como um dos vilões do meio ambiente devido ao seu crescimento paulatino nos últimos anos. Tal fato se baseia nas perspectivas que movimentam o mercado, seja pelo aumento exagerado do consumo, seja pela desvalorização da reciclagem.

Primeiramente, é preciso considerar que o consumismo é consequência direta da massificação do indivíduo frente a uma sociedade capitalista. Esse conceito é definido pela tendência de muitas pessoas apresentarem comportamentos similares, isto é, a sociedade demanda do mercado alguns produtos que são propagandeados e criam uma sensação de necessidade nos cidadãos, pois, como dito por Mark Zuckerberg: “as pessoas não sabem o que querem até apresentarmos a ela”. Dessa forma, cria-se uma demanda cada vez maior por itens supérfluos de forma a garantir o sucesso do mercado e a inserção do indivíduo em um círculo vicioso do consumo. Quebrar essa construção nociva se constitui como um dos primeiros passos para suscitar um consumo relativamente saudável.                                    Diante desse contexto, fica claro que os efeitos de tal massificação resultam em um acúmulo excessivo de objetos, principalmente eletrônicos, sobretudo pela velocidade com que os mesmos são renovados. Nesse sentido, cabe avaliar o levantamento da ONU, a qual informa ter havido, em 2016, uma produção de lixo eletrônico superior a 40 milhões de toneladas no mundo. Além disso, é preciso observar que a dificuldade de encontrar os locais destinados a coleta seletiva dos eletrônicos torna a sua acumulação e o seu despejo mais frequente em ambientes inapropriados, além de desfavorecer a economia, haja vista que a reciclagem desses aparelhos gera lucro ao país. Todavia, ao invés disso, vê-se o seu mau reaproveitamento, que contamina rios, solos e infectam pessoas pela sua alta toxidade.

Fica evidente, portanto, que o jeito com que se tem conduzido as coisas até agora precisa ser mudado. Já que o caminho mais certo – o de mudar nosso modo de vida e, por consequência, de consumo – é, também, o mais árduo e demorado, dever-se-ia, pelo menos, preocupar-se com o reaproveitamento dos itens. Para isso é necessário que as empresas se mobilizem na tentativa de construir postos que façam a reciclagem especifica desses produtos, gerando emprego e lucro para as cidades. Ademais, as Prefeituras deverão manter a população informada sobre onde atuarão esses postos de reciclagem, por meio de propagandas e anúncios, além de aplicar multas àqueles que despejarem os dejetos em ambientes inadequados. Assim, a ação coletiva suscitará a conscientização que falta a todos.