Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 08/08/2018
Desde o início do século XX, com o sistema de produção fordista, o consumo é propagado para toda a população – do proletariado aos burgueses – como impulsionador da economia acobertado pela realização do consumidor. Contudo, além de diversos problemas sociais e financeiros, o meio ambiente arca com parcelas abruptas devido ao demasiado uso de produtos, industrializados ou não, junto ao descarte indiscriminado. Nesse aspecto, a negligência governamental em relação à destruição da natureza e a população que sintetiza com maus hábitos.
Dessa forma, nota-se no Brasil, a omissão do estado perante a produção indiscriminada que envolve todos os setores - agropecuários, industriais, extrativistas - assim como no descarte do lixo desses e da população. Segundo a campanha “Caixa de papelão Deise”, a produção de papel novo consome cinco vezes mais água e duas vezes mais energia que a de papel reciclado, não obstante aos 240 mil toneladas de lixo por dia produzido no país, segundo o Jornal Band. Mostra que, o controle do governo sobre os meios sustentáveis de produção e seu descarte está em segundo plano, o qual sofre imposições capitalistas e favorece a destruição da natureza.
Ademais, a falta de valores ambientais presente na sociedade brasileira possui capacidade de transformar pequenos hábitos em grandes danos ao meio ambiente, aliados ao consumo exacerbado de produtos industrializados, bem como de recursos naturais. Segundo a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), cada brasileiro consome em média cerca de 150 litros de água por dia, esse número ultrapassa em 40% o valor recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Dessa maneira, é notório que a população carece de informações e critérios suficientes para obter visão sustentável nos afazeres do cotidiano.
Portanto, consumir em excesso, segundo Artur Schopenhauer, somente traz o vazio após suas conquistas, e por consequência impactos ambientais são evidenciados. Logo, o Governo Federal, junto ao Ministério do Meio Ambiente, deve aumentar os investimentos no SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente) que responde hierarquicamente aos órgãos fiscalizadores das atividades produtivas, com finalidade do monitoramento às empresas, cumprimento das leis e parâmetros. Por conseguinte, a reformulação cultural deve ser impulsionada, através da mídia com a disseminação de ideias e informações, exposição de denúncias, igualmente nas escolas com campanhas educativas, seminários, estudos de casos com objetivo de situar e integrar os jovens contra desperdícios e consumo excessivo. Haja vista, com a integração do estado e da população o consumo poderá atingir a sustentabilidade em benefício de todos.