Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 29/07/2018

Em âmbito global, o consumo exacerbado da sociedade desde do século XX contribui com a crescente geração de lixo. Dados, do Jornal Folha do Meio Ambiente, confirmam essa realidade ao mostrar que enquanto a população mundial aumentou 18% de 1970 a 1990, a produção de lixo cresceu 25%. Logo, consumir de modo consciente e adquirir apenas o que é necessário e não por modismo é um meio de evitar a produção de entulhos que podem prejudicar o meio ambiente e a saúde dos cidadãos.

Vale citar que em janeiro de 2018 o Brasil deu adeus ao maior lixão da América Latina, situado em Brasília. Segundo a reportagem da Revista Exame, esse depósito de resíduos existiu por 60 anos e causou sérios impactos ambientais na região. Dentre eles, a penetração de chorume no solo e nas águas subterrâneas e, a proliferação de transmissores de doenças como insetos e ratos.

Além disso, um dado preocupante é que no território nacional existem em média 2796 lixões e aterros irregulares. Enquanto, Alagoas, é tido como o estado recordista de deposito de lixo em lugares errados, a Bahia apresenta número recorde de lixões, 300 atalhos em situação imprópria.

Ainda nesse contexto, a falta de comprometimento de cada cidadão com seu próprio lixo é preocupante. Embora as pessoas saibam da necessidade de separar os diversos tipos de lixo, muitas delas descartam o resíduo orgânico envolvido com o reciclado. Porém, essa atitude desfavorável  dificulta e aumenta o trabalho dos recicladores.

Portanto, para evitar os danos causados pelo lixo, o governo deve cumprir com política pública criada em 2010 que proíbe os lixões. Dessa maneira, evitará danos ao meio ambiente e a saúde do povo. Logo, os  aterros sanitários devem  substituir os depósitos de entulhos a céu aberto. Sobretudo, as prefeituras devem fazer campanhas em “outdoors” sobre a necessidade de separar o lixo nos lares e, sobre o consumo consciente. Assim,além do governo, o cidadão tornará responsável por cuidar do meio ambiente ao organizar os resíduos e produzir menos lixo.