Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 06/08/2018
“O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe.” A frase do filósofo iluminista Rosseau explica que o ser humano se assemelha à sua época. Por conseguinte, com a ascensão do capitalismo, os produtos são disseminados, a população consome e polui cada vez mais. Assim, deve-se analisar como a globalização e a omissão do Poder Público ajudam na expansão do impacto ambiental.
Indubitavelmente, a globalização é a principal responsável pela manutenção do problema. Isso decorre da ascensão do capitalismo, no século XIX, quando o consumismo passou a ser locomotiva da sociedade, que rege as relações sociais. Por consequência disso, a população passou a comprar cada vez mais e desperdiçar os bens de maneira rápida porque os produtos possuem obsolescência programada, duram apenas até um período. Como resultado disso, os produtos são descartados na natureza de maneira inadequada e prejudicam o desenvolvimento do ecossistema.
Atrelado à globalização, nota-se que o Poder Público esquiva-se do problema. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito à qualidade de vida, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação, pois os interesses socioeconômicos se sobrepõem à fiscalização das leis. Por consequência, o lixo proveniente do consumo é descartado da maneira inadequada por conta da ausência de políticas que fomentem sobre o assunto. Isso, prejudica ainda mais a questão da sustentabilidade, lixo em excesso e descartado incorretamente.
Diante do exposto, nota-se que o problema é afetado pela globalização e pelo Estado. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério do Desenvolvimento, deve implementar campanhas sobre despejo do lixo adequadamente, sobre os perigos do excesso de consumo, por meio de mobilização social nas ruas, com materiais on-line e presenciais dos assuntos, a fim de diminuir os impactos ambientais. Dessa maneira, o homem estudado por Rosseau, manterá-se bom.