Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 14/08/2018

É indubitável que a revolução industrial proporcionou o desenvolvimento de uma série de tecnologias que, atualmente, são essenciais à população. Entretanto, junto da mesma, desenvolveu-se uma lógica de mercado consumista, mercada pelas demandas excessivas da comunidade, as quais a natureza não possui capacidade de suprir. Nesse processo, a globalização exerce um papel importantíssimo, sendo o meio de disseminação das ideias consumistas, dessa maneira, se faz necessário repensar não apenas nosso modelo de produção, mas também, nossa forma de consumir.

Os filósofos Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, principais representantes da Escola de Frankfurt, versam sobre a indústria cultural, a qual, seria responsável por disseminar os hábitos de consumo, fazendo com que o desejo se transforme em necessidade, assim moldando as práticas de aquisição de bens e serviços. Nesse viés, a globalização, é o mecanismo de difusão da cultura do consumo, como sua alta capacidade de interligar lugares (em tempo quase que real) e conectar pessoas. Entretanto, segundo Paulo Artaxo, professor do instituto de física da Universidade de São Paulo, o planeta Terra não tem capacidade de sustentar essa cultura consumista, sendo que seus efeitos adversos já estão manifestos, como o aquecimento global.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o desenvolvimento é aquele que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Partindo dessa perspectiva, fica clara a inadequação do nosso modelo de produção capitalista, o qual é pautado no extrativismo e no uso exacerbado dos recursos naturais, gerando uma desordem ambiental, que além de comprometer as gerações futuras, também afeta a atual.

Portanto, faz-se necessário uma reestruturação do modelo de produção e de consumo das sociedades contemporâneas. Com o intuito de reduzir o consumo, o Ministério do Meio Ambiente deve realizar campanhas publicitárias e debates abertos em rede nacional, afim de conscientizar a população quanto ao consumo consciente, desconstruído essa cultura de obtenção intensiva, o órgão supracitado, também tem o dever de realizar campanhas junto as corporações industriais, a fim de estabelecer um modo de produção mais consciente, que permita a natureza recuperar-se dos danos sofridos. Outrossim, é de dever do Ministério Público, desenvolver um plano nacional de fiscalização das leis ambientais, onde seria criado um canal de denúncias exclusivo para esse tipo de delitos. Desse modo, seria possível reduzir os impactos da ação antrópica no meio ambiente.