Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 17/08/2018
Consumo Para Quem?
Muito se debate em todo o mundo atualmente, principalmente no Brasil, o consumo excessivo de itens muitas vezes supérfluos, ou mesmo produtos como alimentos que são comercializados em embalagens descartáveis, sendo estas muitas vezes de plástico e metais. Que, quando descartadas, impactam diretamente o meio ambiente de forma negativa.
Diante do cenário apresentado no livro “Economia Brasileira Contemporânea”, os autores fazem referência a crescente taxa de habitantes desenfreada no mundo. O que leva as empresas a produzirem mais e em larga escala, muitas vezes sem a fiscalização do descarte de materiais utilizados durante os processos de fabricação. Não obstante, se encontra a falta de preocupação estatal em controlar e limitar o uso, por exemplo, de metais pesados na fabricação de um produto x.
Fazendo referência ao que foi citado anteriormente, é inegável ver o reflexo de tal negligência na tragédia de Mariana - MG. Onde foi possível assistir a destruição não só de casas e vidas, mas também de todo um ecossistema que fazia a manutenção da barragem Fundão. Onde três anos depois ainda é possível assistir a uma concentração muito elevada de metais como ferro e alumínio impossibilitando o consumo da água e ameaçando com a possibilidade de extinção milhares de espécies.
Outro meio onde é possível enxergar claramente os impactos e os efeitos do consumo desenfreado no século XXI é nos oceanos, principalmente costeiros, nos quais muitos animais, como por exemplo as tartarugas, têm aparecido mortas em praias após terem ingerido quantidades consideráveis de garrafas e bolsas plásticas, descartadas de maneira irregular. Tal fato levou Estados como o do Rio de Janeiro, a
instituírem leis que proíbem o uso e a comercialização de canudos e bolsas plásticas em estabelecimentos comerciais na cidade, trocando os mesmos por semelhantes mas que são produzidos a partir de material reciclável e principalmente biodegradável.
Dado o exposto, entende-se que imprescindível que políticas públicas focadas no ensino e na reeducação ambiental e consumista, sejam criadas pelo Estado, e que as mesmas sejam implementadas desde o ensino básico até mesmo em diretrizes internas de empresas, posto que o consumo é feito por toda uma população de maneira diferente mas ao longo de toda uma vida. E, ainda, pela observação do que foi mencionado é preciso incentivar todo um sistema composto pelos meios de comunicação, a limitar a veiculação de propagandas que influenciem o consumismo desenfreado e excessivo de bens produzidos para descarte rápido. Ajudando com isso em uma maior disseminação da cultura de reciclagem, reutilização e redução visando o alívio ao meio ambiente.
e que não contem com a política da reciclagem, reutilização, e redução.