Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 22/08/2018
No século XIX, surgiu a 1° geração do Romantismo, caracterizado pela personificação da natureza tratando-a não só como um mero cenário, mas como confidente do poeta. Atualmente, o meio ambiente não é mais tão valorizado e diversos problemas ambientais, ocasionados pelo consumo desenfreado, podem ser observados. Com isso, identificar os impactos e suas respectivas consequências é essencial para uma vida mais sustentável.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a Revolução Industrial do século XVIII modificou a forma de lidar com a natureza. Sob essa ótica, a demanda
por recursos naturais aumentou consideravelmente, gerando graves efeitos colaterais vistos hoje, como a extinção do Mar de Aral na Ásia Central e a grande exploração da Mata Atlântica e do Cerrado brasileiro. Tal quadro, segundo a bióloga Rachel Carson, implica em consequências que ameaçam a própria sociedade, haja vista a intensa contaminação dos solos, disseminação de doenças e aumento da temperatura global.
Além disso, a noção de sustentabilidade em uma sociedade altamente consumista ainda não foi alcançada. Isso porque não há uma educação ambiental que possa demonstrar o quanto colocar o consumo exacerbado à frente dos limites estabelecidos pela natureza pode gerar malefícios. Nesse sentido, adaptando a frase de Thomas Hobbes, a qual ele diz que o homem é o lobo do próprio homem, pode-se entender que as ações do ser humano retornarão a ele mesmo, por meio de enchentes, deslizamentos e outros.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É fundamental que as empresas promovam parcerias com as Secretárias Ambientais para minimizar os impactos causados por elas e estabelecer limites no uso de recursos naturais para que não haja a extinção de biomas e mares. As escolas, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, devem inserir na grade curricular a Educação Ambiental, com profissionais especializados no assunto, para que desde a infância seja construído no cidadão o sentimento de responsabilidade com a natureza e a importância de um consumo mais consciente. Dessa forma, será possível crescer sem danos à natureza.