Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 23/08/2018
A partir de 1972 as questões sobre o desenvolvimento sustentável começaram a ser discutidas com o objetivo de reduzir o nível de poluição e degradação ambiental. No entanto, quando observa-se os impactos negativos do consumo acelerado característico do século do XXI, como o descarte inadequado do lixo e alta emissão de gases poluentes na atmosfera, nota-se que o problema ainda persiste no ambiente brasileiro. Nesse prisma, infere-se que são necessárias mudanças nos hábitos de produção e de consumo para promover o desenvolvimento sustentável.
Com a ECO-92, ocorrida em 1992 no Rio de Janeiro, foi definida a agenda 21 que promovia mudanças para alcançar um equilíbrio entre desenvolvimento e preservação. Logo, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos foi aplicado para mudar o destino do lixo no Brasil, no entanto, de acordo com esse plano aproximadamente 41% dos resíduos ainda são depositados em lugares inadequados e, como consequência, o nível de poluição do solo e da água próximos aos depósitos continuam altos.
Nesse sentido, o filósofo alemão Hans Jonas, discorre em sua obra “ética da responsabilidade” sobre a importância da preocupação com as gerações futuras. Dessa forma, no que se refere à produção industrial, notam-se os efeitos gerados tanto pela emissão de gases poluentes -que contribuem para o efeito estufa-, quanto pela alta influência ao consumo, no qual os produtos que precisam ser descartados após uso, podem gerar o acúmulo de lixo e os problemas consequentes desse fenômeno.
Dessa maneira, infere-se, portanto, que é indispensável buscar o desenvolvimento sustentável para a sociedade brasileira atual e para a futura. Nesse sentido, cabe ao Governo, ampliar o PNRS, para diminuir a quantidade de resíduos mal depositados. Ademais, o MEC pode adicionar o conteúdo sobre as maneiras corretas de consumo e de depósito do lixo nas grades curriculares das escolas e das universidades para promover o senso crítico nos estudantes. Desse modo, essas alternativas podem viabilizar para o país atingir os objetivos impostos pela ECO-92.