Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 25/08/2018
A sociedade atual é caracterzada pelo consumismo, extrema dependência dos bens de consumo e exploração irresponsável dos bens naturais. Os Estados Unidos podem ser vistos como exemplo, pois após o New Deal em 1933 - projeto que visava amenizar a crise provocada pela quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929 - obteve um investimento maciço no programa capitalista de consumo, e por isso levou o país a se firmar como potência consumidora. O Brasil, um país que também se encaixa nesse perfil, sofre as consequências de um pensamento não sustentável e voltado para o lucro sob os produtos disponibilizados para a população; com grande prejuízo ao meio ambiente.
Em primeiro lugar, um dos fatores que estimulam o consumo exagerado é a prática da obsolescência programada, desenvolvimento de um produto que se torna obsoleto rapidamente, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração do mesmo. Essa ação gera excesso de descarte de produtos eletrônicos, por exemplo, ocasionando na grande acumulação de lixo em locais inapropriados; chamados lixões a céu aberto. A contaminação de lençóis freáticos, causada pelo chorume, é recorrente nestes locais, que por sua vez, pode gerar problemas á saúde humana. Além disso, a poluição do ar, por parte das indústrias, é grande contribuidora das doenças respiratórias diagnosticadas em locais de ação dessas indústrias.
Em segundo lugar, o termo sustentabilidade não pode ser ignorado quando se fala de consumo. O significado do termo é a interação entre o meio ambiente, a sociedade, a economia e o consumo. A sustentabilidade foca diminuir os impactos na natureza pelo consumo de bens. Ações como, economizar água, evitar o uso de sacolas plásticas, coleta seletiva do lixo e a reciclagem são formas de garantir uma vida sustentável. A sustentabilidade visa, também, assegurar um futuro de qualidade para as próximas gerações.
Portanto, com o ituito de amenizar os impactos gerados pelo consumismo exagerado, cabe às Secretarias de cada município realizar ciclos de palestras nas cidades para a população. Tais palestras, serão protagonizadas por profissionais da área, a fim de proprocionar suporte às pessoas que não sabem como tratar seu próprio lixo. Além dessa medida, as prefeituras devem intensificar, por meio de salários mais atraentes, as coletas seletivas nos bairros e a reciclagem. O terceiro setor (Ongs), junto com a população, deveriam reinvindicar ao governo medidas para impor às empresas a diminuição da obsolescência programada e investir na qualidade e durabilidade dos produtos consumidos, com foco da diminuição do lixo. Por fim, cabe ao Governo Federal realizar a manutenção dos lixões a céu aberto, na forma de realocação desses dejetos, com o propósito de diminuir impactos ambientais.