Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 28/09/2018

A partir do século XVIII, com o início da Revolução Industrial, houve um exponencial aumento do consumo devido dos meios de produção estabelecidos. Entretanto, devido a tal crescimento, o meio ambiente tem sofrido com seus efeitos negativos. Nesse sentido, cabe discorrer não só sobre o consumismo exacerbado como também suas consequências ambientais.

A princípio, deve-se analisar o consumismo acentuado. De acordo com o filósofo alemão Theodor Adorno, o Capitalismo, por meio da indústria cultural, implanta a necessidade de consumo nas pessoas. Esse comportamento tem reflexos diretamente proporcionais ao meio ambiente, de modo que, os produtos consumidos, tanto na parte de sua produção, bem como seu descarte, geram insumos para ambiência. A exemplo disso, tem-se os lixões, que em decorrência do depósito inadequado do lixo, pode resultar na contaminação do solo e da água pelo chorume.

Ademais, convêm ressaltar os impactos ambientais atrelados à problemática, dentre os quais pode-se citar a poluição do ar pelo gás carbônico gerado pela grande quantidade de automóveis, a morte de animais pela ingestão de lixo e a contaminação da água por fábricas e rejeitos. Números do jornal O Globo mostram que quase 70% das doenças que chegam ao SUS decorrem da água contaminada. Ou seja, além de ser um impasse de ordem ambiental é igualmente uma questão de saúde pública.

Portanto, para que, de fato os impactos ambientais do consumo sejam refreados, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente crie um plano de sustentabilidade, no qual dê apoio e subsídios às empresas de reciclagem e maiores verbas para programas de descarte correto do lixo, a fim de minimizar os efeitos da poluição. Além disso, juntamente com as mídias - principalmente as digitais - veicular comerciais que mostrem as consequências do consumo indiscriminado. Assim, poderá se conceber uma sociedade consciente.