Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 09/10/2018
No Egito Antigo, a sociedade tinha uma relação de conservação e valorização da natureza, pois os elementos naturais representavam deuses para eles. Na contemporaneidade brasileira, entretanto, observa-se que o mesmo sentimento não é mais cultivado por uma parte da população, uma vez que é comum observar uma exploração desenfreada dos recursos naturais, objetivando, sobretudo, a lucratividade. Logo, convém ressaltar que a falta de sustentabilidade da sociedade e a produção excessiva de lixo, aliados, implicam em diversos impactos negativos para o meio ambiente. É importante destacar, inicialmente, que, durante a primeira fase do romantismo no Brasil, houve uma grande valorização do índio, sobretudo da sua relação com a natureza, pois eles a utilizavam para fins de subsistência. Entretanto atualmente, consoante com Durkheim, a sociedade, antes mecânica e homogênea, evoluiu para uma organicidade de tal modo em que os mesmos valores não são mais compartilhados, pois têm-se retirado do meio muito mais do que realmente é necessário, ocasionando, dessa forma, uma era de consumo hiperbólico que têm à prejudicado gravemente. Isso decorre, sobretudo, da falta de uma educação ambiental eficiente, tendo em vista que a falta de sustentabilidade é cada vez mais evidente, visto que, parte da sociedade e, sobretudo, as empresas não valorizam a exploração sustentável dos recursos naturais, incentivando o consumo e provocando a degradação cada dia maior do ecossistema. Ademais, desde o início da colonização portuguesa no Brasil, é cultivada uma idéia de que os recursos naturais são infinitos. Dessa forma, há um exagero na utilização deles e, consequentemente, há a produção excessiva de lixo, fator que causa impactos ao meio ambiente e, também, a saúde dos indivíduos. Nesse sentido, vale citar que, com o avanço da população, a geração maior de resíduos é inevitável, porém, não expandiu, simultaneamente, as políticas públicas de tratamento. Desse modo, esse fato acaba provocando o acúmulo indevido do lixo em locais inapropriados, sem o tratamento e muito menos reciclagem, causando, em consequência, a contaminação de solos, água e, sobretudo, perda da diversidade local. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria o Ministério do Meio Ambiente, promover, desde a infância, uma educação ambiental nas escolas. Isso deve ser feito por meio de aulas interativas que demonstrem a importância da natureza para a existência humana, além de mostrar os meios sustentáveis de explorá-la e incentivar o consumo consciente. Isso irá formar nos indivíduos um sentimento de respeito para com o meio ambiente, e eles refletiram esses atos na vida adulta, pois de acordo com Kant o indivíduo é aquilo que a educação faz dele. Assim, será possível o desenvolvimento de um senso crítico de preservação dos ecossistemas dentro da comunidade escolar.