Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 05/10/2018

A Constituição Federal de 1988 incorporou o conceito de desenvolvimento sustentável e foi a primeira na história brasileira a dedicar um capítulo ao meio ambiente. Hodiernamente, contudo, embora tal fato tenha representado um grande passo para a conservação da natureza, os impactos ambientais do consumo no século XXI evidencia a continuidade de uma problemática ecológica. Portanto, a fim de reverter essa situação, uma análise acerca de suas causas, que estão relacionadas à conduta midiática e à ausência de medidas políticas, faz-se necessária.

A priori, vale pontuar o descomprometimento dos meios de comunicação com as causas públicas como um dos propulsores do embargo. Isso se deve ao fato de que, no Brasil, a indústria publicitária não estar submetida a nenhuma restrição política. Dessa forma, difundem como querem, valores morais, estéticos e políticos consoante os interesses dos anunciantes, a exemplo do pensamento propagado em filmes e novelas de que o consumo é uma forma de afirmação socioeconômica; o que, em virtude da sua abrangência e persuasão, aliena grande parte da população a adotar tais hábitos aquisitivos.

Aliado a isso, Rousseau afirmou que o Estado deve ser conduzido segundo a vontade geral do povo ao qual representa, sempre tendo em vista o atendimento do bem comum. Não obstante, a degradação ambiental resultante do modo de produção capitalista utilizado para produzir mercadorias em larga escala, bem como a má destinação do lixo proveniente desse ciclo: produção, consumismo e descarte, vão de encontro a Declaração dos Direitos Humanos, a qual afirma ser, também, uma obrigação política, preservar  a natureza para a presente e futuras gerações. Assim, destoa da concepção do filósofo e atesta a inépcia do Estado como promotor do bem-estar social.

Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse sentido, é importante que os canais de comunicação em consonância com o Ministério das Telecomunicações, socialmente engajados, elaborem e difundam, mediante o auxílio de agentes sociais e pedagogos, campanhas e documentários concernentes aos malefícios do consumismo no século XXI em rádios, TV,s e internet, objetivando despertar no indivíduos a vontade e a consciência da necessidade de se adotar hábitos aquisitivos sustentáveis. Ademais, o Governo Federal, por meio da Receita Orçamentária, também deve criar novos centros de reintegração do lixo à esteira de produção, como forma de mitigar os impactos ambientais resultantes da sua má destinação e reduzir a extração de recursos naturais do solo.