Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 23/10/2018
Animais extintos, florestas devastadas e o mundo submergido em meio ao lixo. É assim que termina a animação de Steve Cutts, “O homem” , na qual são retratados os efeitos que o consumo exacerbado pode ocasionar. Fora da ficção, a influência da mídia e falta de informações , traz a tona os perigos do consumismo na manutenção do meio ambiente.
A principio, é notória a influência midiática no poder de compra. Com a ascensão da publicidade, a movimentação do mercado consumidor não gira apenas em torno das necessidades, mas também dos desejos. Isso se enquadra na teoria do sociólogo Karl Marx, “Fetichismo da Mercadoria”, na qual as pessoas tendem a adquirir um produto pelo seu valor social. Todavia, essa busca por “status” pode acarretar em um descarte rápido de pertences o que aumenta proporcionalmente a produção de lixo.
Do mesmo modo, é visto que o déficit informativo influencia os maus hábitos de consumo. É comum o uso de campanhas para a economia da água usada diretamente pela população. Todavia, o maior teor de gasto hídrico está na produção agropecuária e industrial. Por isso, adquirir um bem que não seja necessário, causa problemas além da acumulação de dejetos. Com essa falta de conhecimento, as pessoas aumentam a demanda de produção, que pode ocasionar além de uma crise hídrica, um aumento dos gases poluentes na atmosfera, liberados pela alta atividade industrial.
Portanto, em prol da manutenção dos pilares da sustentabilidade (social, econômico e ambiental), medidas são necessárias. Nesse sentido, a mídia, com o intuito de incentivar as empresas a tornarem-se mais ecológicas, deve promover com maior frequência a publicidade das empresas que mais se responsabilizarem ecologicamente. Assim como, com a sua imparcialidade, deve demonstrar ao consumidor quais as responsabilidades indiretas das compras desenfreadas. Fazendo com o que, a economia não seja afetada, e sim incentivada de uma forma conjunta à preservação ambiental.