Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 23/10/2018

O modelo de desenvolvimento econômico vigente na sociedade contemporânea ainda não con-seguiu dialogar cabalmente com ideais de sustentabilidade. O impacto ambiental é algo notório do capitalismo e o consumo apresenta-se como o motor desse sistema. Á vista disso, compreende-se que há um desequilíbrio na relação meio ambiente e consumismo.

Em primeiro lugar, apesar da Constituição Federal afirmar que quando existir conflitos entre os interesses ambientais e econômicos, o ambiental deve prevalecer, a realidade ilegítima esse regulamento. Isso se observa ,como por exemplo, pelo avanço da agropecuário de forma insustentável na Amazônia e a poluição do rio Tietê, o qual banha a cidade com maior desenvolvimento industrial .Enfim, a sociedade se acostumou a promover o desmatamento, a poluição dos rios,  aumentar a produção de resíduos e a lançar gases poluentes à atmosfera se o objetivo final impulsionasse o seu desenvolvimento econômico.

Contudo, segundo o economista Adam Smith, “o consumo é a única finalidade e um único objetivo da produção”, consequentemente, por detrás dos desequilíbrios ambientais existe uma sociedade consumista. E somado com o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, de que “vivemos em tempos líquidos, nada foi feito para durar”, uma vez que, para essa sociedade qualquer produto se tornar obsoleto de forma rápida. Desse jeito, o consumismo tornou-se inerente a população hodierna, mas em contrapartida  os impactos ambientais também.

Portanto, há necessidade de uma nova postura do seio social. Para tanto, requer do governo a ampliação dos mecanismo de  fiscalização com o objetivo de validar as suas leis, no tocante, a preservação dos interesses ambientais. Outrossim, é fundamental que esse órgão formule regulamentos que estimulem as empresas promoverem a sustentabilidade, por meio da reciclagem, otimização dos recursos hídricos e a diminuição da emissão de gases poluentes. E para que isso ocorra cada empresa estará na responsabilidade de contratar ambientalistas que auxiliem na efetivação dessa medidas. E, por fim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com as ONG´s executarem campanhas sobre a inevitabilidade do consumo responsável para atenuar os impactos ambientais, assim, construa uma sociedade mais consciente em suas ações.