Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 17/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Nesse sentido, o consumo exacerbado do século XXI tem acarretado uma série de problemas envolvendo o meio ambiente e, por conseguinte, os seres humanos. Os impactos ambientais causados pelo consumo estão relacionados não só à destruição dos recursos naturais, mas também ao aumento do lixo, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Deve-se pontuar, de início, que a Revolução Industrial mudou completamente a forma como usamos os recursos naturais. Quanto a essa questão, percebeu-se que houve um aumento exorbitante da extração de petróleo, minérios e outros recursos da natureza para suprir a alta do consumo, fato comprovado pelos dados alarmantes de pesquisadores da Universidade de Oxford, os quais revelam que, em torno de 100 anos, as jazidas de petróleo ficarão em níveis críticos. Dessa forma, a sustentabilidade do planeta ficará extremamente prejudicada, afetando todos os que vivem nele, principalmente, as gerações futuras.
Vale ressaltar, também, os problemas envolvendo o consumo e produção de lixo. A respeito disso, quando há a compra desenfreada de produtos, aumenta-se, na mesma medida, o descarte de lixo, tornando-o um grande problema mundial. Nesse âmbito, os produtos descartados afetam vários ecossistemas: é de praxe ouvir nos noticiários, por exemplo, que animais marinhos são encontrados mortos por ingestão de plásticos, assim como notícias de contaminação de uma área por elementos químicos tóxicos. Desse modo, infere-se que a aquisição de produtos de forma negligente e o não manejo adequado do lixo é fator determinante para a causa de grandes impactos ambientais.
É evidente, portanto, que há entraves quanto ao consumo e seus impactos no meio ambiente. Dessa maneira, cabe às grandes empresas industriais reduzirem o uso dos recursos naturais do planeta, por meio de medidas sustentáveis, como a adoção de energia limpa, a qual reduzirá a queima de combustíveis fósseis, e o uso de recursos renováveis, como a fabricação de folhas utilizando madeira de reflorestamento. Outrossim, cabe à sociedade civil repensar o consumo e o descarte de lixo, por intermédio da adoção de medidas menos consumistas, comprando só o que é necessário, além da coleta seletiva do lixo, separando-os em metais, plásticos, papel e orgânicos, para que possam ser devidamente reaproveitados e seja, assim, garantido o direito ao bem-estar da humanidade.