Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 19/10/2018
O fim da Guerra Fria tranquilizou a população quanto a possibilidade de uma nova Guerra mundial, no entanto, o modelo capitalista ganhou força e disseminou-se por vários países. Com isso, a intensa exploração de recursos naturais além do uso e descarte inconsciente de bens tornaram-se, no Brasil e no mundo, o principal responsável por impactos ambientais no século 21.
Em um primeiro momento, como afirma o sociólogo Karl Marx, o sistema capitalista requer consumo intenso e continuo. Assim, a lógica do capitalismo é viciosa e exige padrões que, ou mudem constantemente, como funciona com a moda, ou seja inatingível, como o corpo perfeito. Dessa forma, a população é diuturnamente exposta a comerciais imperativos - o que constitui uma violência simbólica, segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu - de produtos que muitas vezes o cidadão nem sequer necessita ou vai usar por pouco tempo, pois a própria empresa fabricante do produto vai promover a obsolescência para a venda de mais mercadorias. Com isso, o meio ambiente – de um planeta finito-, é explorado intensamente, causando desastres ambientais como enchentes e contaminação de rios e mares, porém muito pouco é feito para reparar os danos.
Além disso, mas ainda sob a lógica capitalista e a obsolescência programada, Theodor Adorno acusa categoricamente o sistema capitalista de implantar a necessidade de consumo nas pessoas por meio da Industria Cultural e a propaganda, promovendo novamente o consumo como forma de alcançar status social e felicidade. Entretanto, nesse modelo não há espaço para uso ou mesmo descarte da mercadoria de maneira consciente, ficando a cargo das pessoas, a maioria sem o devido esclarecimento, fazê-lo. Assim, esse descarte muitas vezes é feito de maneira irregular, podendo causar danos muitas vezes irreparáveis ao meio ambiente, como ocorre diariamente com pilhas e baterias que são descartadas erroneamente em lixo comum contaminando o solo e água.
Por tudo isso, o Governo Federal deve, por meio do Ministério da Educação, ampliar a disciplina de ecologia voltada para os danos ambientais e os devidos cuidados. Ao mesmo tempo, o Ministério Do Meio Ambiente deve criar mais campanhas sobre a redução e reciclagem do lixo, e esclarecer toda a população sobre os riscos e a forma correta de descarte para proteção do meio ambiente. Ademais, o Ministério Público, deve fiscalizar mais das empresas a logística reversa de matérias que não podem ser descartados em lixo comum, para impedir que esses contaminem solos e água de modo irreparável. Por último, professores e demais intelectuais devem preparar a nação por meio de discursos e debates, para lidar com a lógica capitalista e evitar o consumo excessivo e vicioso que destrói o meio ambiente. Com essas ações em conjuntos, poderá a população viver com segurança ambiental.