Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 26/10/2018
Eleito como um dos melhores documentários de 2016, “Before the Flood” leva o telespectador a refletir sobre seu papel diante da atual realidade climática. A partir disso, muito se tem discutido acerca dos impactos ambientais causados pelo consumo no século XXI, visto que, nos dias de hoje, consome-se mais do que o planeta é capaz de repor, fato que se apresenta como um verdadeiro desafio mundial.
Em uma primeira análise, observa-se que Michel Foucault, em sua obra “Vigiar e Punir”, define como “corpo dócil” todo corpo que pode ser submetido e transformado, a fim de se adequar ao sistema econômico vigente. Nesse sentido, o capitalismo torna-se principal precursor de uma sociedade “docilizada”, a qual tende a ignorar sua potencial capacidade de destruição ambiental, preferindo, assim, alimentar seus desejos de consumo.
Sob tal perspectiva criou-se, portanto, o conceito de “sustentabilidade”, o qual é utilizado para definir ações humanas que visam suprimir as necessidades atuais sem comprometer gerações futuras. No entanto, no Brasil tal ação tem se mostrado pouco aceita não só pelas empresas multinacionais presentes no território - uma vez que poderia prejudicar os lucros obtidos por estas -, como também pelo próprio Estado que, mesmo se posicionando a favor do Acordo do Clima, tem poupado esforços para cumprir sua principal meta: diminuir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Legislativo crie uma lei que defina um investimento mínimo obrigatório por empresas estrangeiras e nacionais na produção sustentável, fazendo com que, desta maneira, a produção industrial seja menos impactante ao ambiente. Além disso, é imprescindível que o Estado, em parceria com a ONU, crie estratégias eficientes para amenizar a emissão de gases agentes do efeito estufa, gerando, assim, melhorias não só na existência do homem, mas também de todos os seres vivos.