Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 01/11/2018

Até um certo momento, a natureza era vista como uma forma de se obter recursos para o desenvolvimento das nações, pensamento este intensificado pela Revolução Industrial. Com o passar do tempo, novas maneiras de conceber o meio ambiente surgiram, mas ainda assim, o consumo atual da sociedade é extremamente alto, o que impacta o meio terrestre e o marítimo. Em vista disso, é preciso voltar um olhar ainda mais atento para consequências das compras em excesso.

Uma dessas novas perspectivas foi o “Desenvolvimento Sustentável”, termo criado na década de 80, que objetivou um crescimento sem que afetasse as próximas gerações no que tange a recursos. Mas o consumismo existente não está de acordo com a teoria, pois assumiu facetas descontroladas, de modo a seguir a chamada “Moda Rápida”, processo o qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados rapidamente, só para estar em consonância a tendências “fashionistas”. Como resultado, a quantidade de lixo cresce, pois cria-se um maior volume de resíduos, como a acumulação de poliéster, fibra mais utilizada em roupas, cuja decomposição leva em cerca de 200 anos. Logo, rios e mares ficam mais poluídos, pois nem sempre os detritos são descartados corretamente.

Com a poluição, a vida aquática é prejudicada. Devido ao acúmulo de detritos nos mares, além do aspecto visual não ser agradável, as baleias, por exemplo, passam a confundir o que é alimento, pois para se alimentarem, sugam o que está no caminho, de modo a não diferenciarem os crustáceos de plásticos. Esses elementos são usados de forma abundante e desnecessária na sociedade, como em compras de supermercado, embalagens de roupa e uso de canudos. E os resíduos passam a acarretar, também, na destruição do habitat da vida marinha, o que resulta em mortes e desequilíbrio da cadeia alimentar. Assim, o cenário atual se faz, pois, de acordo com o posicionamento do geógrafo Milton Santos: de que o homem, em busca pelo lucro, rompeu a relação com a natureza.

A fim de que o consumismo exagerado diminua, com consequente redução dos impactos ambientais no século XXI, é preciso, em primeira instância, que os meios de comunicação, em especial a mídia televisiva, incentivem os cidadãos a usufruírem em menor escala, por meio de propagandas sensibilizadoras que demonstrem o quanto a natureza é prejudicada. Não somente isso, o Governo Legislativo deve proibir embalagens de plásticos nas roupas, por meio da criação de uma lei que sugira o uso de sacos TNT’s, de papel ou de elementos sustentáveis. Ademais, estabelecimentos como supermercados e lanchonetes podem incentivar ainda mais os clientes o uso de caixas de papelão em compras e o não uso de canudos em refrescos, por meio de descontos e benefícios que possam intensificar essa ação. Assim, todo o meio ambiente poderá ser mais preservado.