Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 27/10/2018

A discussão sobre o aumento do consumo tornou-se mais comum no Brasil. Isso é reflexo de um aumento acentuado nos casos de desastres ambientais resultantes da exploração econômica da natureza. Essa problemática ocorre devido ao precário sistema educacional brasileiro, pautado na competitividade entre os estudantes, como também ao posicionamento dos empresários diante desse infortúnio.

A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, mecanizada. Essa forma de educação, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social, deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação financeira, acabam tornando-se consumidores compulsivos, estimulando, nesse sentido, o extrativismo de matéria prima para produção de bens de consumos.

Em segundo plano, o posicionamento dos empresários também cumpre papel relevante no aumentos dos impactos ambientais, pois após a Grande Depressão, crise mundial ocorrida no ano de 1929, os empresários da época perceberam que o acumulo de produtos em estoque foi um dos principais causadores da crise, assim, foi desenvolvida a obsolescência programada, política econômica que visa a diminuição da vida útil dos bens de consumo. Esse fato reflete diretamente no aumento do consumo e, consequentemente, na exploração de matéria prima na natureza.

Fica evidente, portanto, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar os impactos ambientais resultantes do consumo. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais no ensino médio e infantil, como a semana do meio ambiente, com intuito de promover a conscientização dos jovens sobre a importância do consumo consciente, dando ênfase ao acumulo de lixo e suas consequências para saúde, estimulando, assim, consumidores mais conscientes.