Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 02/11/2018
O trecho da música, do Legião Urbana, que diz: “Que quem tem mais do que precisa ter / Quase sempre se convence que não tem o bastante”, mostra um dos principais fatores na geração de lixo no Brasil. Soma-se a isso, o baixo índice de reaproveitamento desses detritos. Nesse contexto, ação conjunta do Estado e sociedade é medida que se impões para mitigar esse infortúnio.
Primeiramente, é necessário ter consciência de que os recursos naturais são finitos. De certo, adoção de práticas como obsolescência programada e compras por impulso, que são algumas das formas de consumo predatório, levarão a exaustão os recursos naturais do planeta, além de contaminá-lo com o excesso de lixo que são descartados sem qualquer tipo de reciclagem. Para ilustrar, podemos citar as imensas filas que se formam em frente as lojas da Apple, para aquisição de um novo modelo de celular, mesmo que a maioria dessas pessoas não necessitem de um novo aparelho.
Ademais, práticas de reciclagem ainda são incipientes no Brasil. De fato, segundo reportagem do IPEA, cerca de 40% do lixo urbano produzido no território nacional é passível de reciclagem, porém, apenas 13% é reaproveitado, basicamente capitaneados por alumínio, papel, plástico e vidro. Certamente, está faltando incentivo do governo à cadeia produtiva da reciclagem, mesmo existindo previsão legal, através da Política Nacional de Resíduos Sólidos, para esse fim.
Destarte, a sustentabilidade é um objetivo a ser perseguido. Para tanto, é primordial atuação conjunta nos três níveis de governos com a sociedade em busca de um comportamento 3R: reduzir; reutilizar; e reciclar. Cabendo à mídia produzir obras de ficção engajada promovendo o consumo sustentável; à Receita Federal e Secretárias de Fazenda estaduais isentarem de tributos e taxas os produtos primários resultantes de reaproveitamento de detritos, bem como, reduzirem as alíquotas de impostos do restante dessa cadeia produtiva; às Secretárias Municipal de Urbanismo promovam efetiva coleta seletiva; e às ONGs promovam cursos para qualificar trabalhadores do processo de reciclagem. Essas são apenas algumas medidas para que se possa cantar o trecho do samba de enredo da Beija-flor “Sai do lixo a nobreza / Euforia que consome”, e assim, reduzir o desperdício.