Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 03/11/2018
A partir do século XVIII, desde os processos denominados “Revoluções Industriais” e ascensão do capitalismo, o mundo está a priorizar a aquisição de produtos sem se atentar as consequências disso. Nessa lógica, surge a preocupação com essa prática em exagero, dado que os impactos gerados ao meio ambiente são majoritariamente negativo. Diante disso, convém analisar os principais aspectos sobre essa problemática na atualidade.
Primeiramente, a ausência do Estado em divulgar informações efetivas sobre os efeitos da compra indiscriminada; prejudica o posicionamento da população frente a esse problema. Nesse sentido, o pensamento do economista britânico Arthur Lewis torna-se relevante, já que ele classifica a educação como investimento de retorno garantido por ser a base para a formação do senso crítico. No entanto, o país parece ignorar os princípios de Lewis, ao não propiciar um ensino de qualidade aos indivíduos para que percebam a importância deles, na preservação da biodiversidade.
Além disso, nos dias atuais, as propagandas estão presentes na vida das pessoas desde o nascimento, dessa forma, elas naturalizam, ao longo do tempo, o ato de comprar de modo a incorporá-lo a identidade social. Dessa maneira, segundo o jornal O Globo, entre os jovens, de classe média e alta, aqueles que possuem maior poder aquisitivo destacam-se no grupo. Sendo assim, isso se traduz em inúmeros consumidores obcecados em obter mercadorias imoderadamente; aumentando a degradação dos ecossistemas.
Portanto, para atenuação desse impasse, o Ministério da Educação, por meio de parcerias com os municípios, deve investir na criação de palestras ministradas por biólogos a respeito da necessidade de consumir de forma moderada, as quais serão realizadas em locais públicos fornecidos pelas prefeituras. Espera-se, com isso, reduzir os incontáveis danos causados ao meio ambiente pela compra compulsória.