Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 05/03/2019
Conforme o filósofo Sócrates, as ações humanas deveriam seguir os mesmos valores, sendo estes, racionalmente atingidos por todos. Nesse contexto, qualquer forma de pensamento que emergisse em uma sociedade, tornar-se-ia interdependente dos demais e, conduziria, portanto, o corpo social à sua primazia. Não obstante, o inverso ocorre atualmente, visto que problemas advindos dessa falta de consenso nos meios sociais, acaba corroborando para a manutenção de impasses no globo. Em vista disso, os impactos ambientais em decorrência do consumo no séc. XXI, torna-se imprescindível o seu debate, assim como a sua atenuação.
Primordialmente, com o surgimento da Revolução Industrial no séc. XVIII, o mundo começou a vislumbrar um dos feitos mais notórios da história da humanidade: a produção exponencial de bens de consumo. Contudo, a despeito desse famigerado progresso, sobreveio novas concepções atreladas ao consumo que impulsionariam, por conseguinte, a “obsolescência rápida” de objetos comercializáveis. Sob esse prisma, essa troca fortuita de bens de consumo, acabou suscitando impactos inimagináveis à natureza.
Outrossim, segundo o jornal — O Globo— todas as perturbações ambientais negativas, acabam, diretamente, refletindo-se na saúde dos seres vivos. No entanto, os impactos ambientais, em consonância ao consumo, são também potencializados na medida em que propostas sustentáveis são ignoradas pela sociedade, assim como transformadas em “medidas individualistas”. Com efeito, de forma onerosa, não só a saúde do meio ambiente, mas também a dos seres humanos é, sobremaneira, prejudicada, já que esta última mantém uma relação “ simbiótica” com a primeira.
Destarte, para que os impactos ambientais do consumo sejam solucionados, é imperioso que o Estado desenvolva projetos socioeducacionais voltados para o combate à obsolescência rápida, como também propostas jurídicas relacionadas à “ segurança ambiental”, por meio de campanhas publicitárias que desconstroem as perspectivas ilusórias do consumo, assim como leis elaboradas pelo legislativo que auxiliem na adoção de medidas sustentáveis na sociedade, com o propósito de mitigar os impasses do consumo em nossos meios sociais. Com isso, auferir-se-á, através do pensamento socrático, mudanças racionalmente atingidas por todos.