Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 10/03/2019
Conforme o filósofo Sócrates, as ações humanas deveriam seguir os mesmos valores, sendo esses racionalmente atingidos por todos. Nesse contexto, qualquer forma de pensamento que emergisse em uma sociedade, tornar-se-ia interdependente dos demais e, conduziria, portanto, o corpo social à sua primazia. Não obstante, o inverso ocorre, visto que a falta de consenso nos meios sociais, acaba a corroborar para a manutenção de inúmeros impasses no globo. Em vista disso, o debate a despeito dos impactos ambientais, em decorrência do consumo no séc. XXI, torna-se imprescindível para nós, assim como suporte para auxiliar-nos na resolução dos mesmos.
Primordialmente, com o surgimento da Revolução Industrial no séc. XVIII, o mundo começou a vislumbrar um dos feitos mais notórios da história da humanidade: a produção exponencial de bens de consumo. Contudo, esse famigerado progresso acabou a desenvolver uma quantidade exorbitante de lixo em vista do consumo massivo e também da obsolescência rápida de objetos comercializáveis . Dessa forma, o planeta não consegue mais, como outrora, absorver e muito menos gerir esses resíduos, posto que são materiais, muitas vezes, inorgânicos e tóxicos que deterioram, irremovivelmente, a natureza.
Além disso, outro fator preponderante dos problemas abordados é a falta de medidas sustentáveis no mundo, visto que , por exemplo, o Brasil é um dos maiores consumidores de plástico do globo, entretanto apenas 2% desse material é reciclado, segundo o jornal Folha de São Paulo. Nesse sentido, as perturbações ambientais, propiciados pelo consumo, poderiam ser contornadas, assim como mitigadas no país se houvessem medidas sustentáveis destinadas à atenuação do impasse supracitado e do desenvolvimento ecobiológico. Não obstante, a carência de tais medidas ajuda a potencializar os problemas abordados em nossos meios sociais.
Destarte, para que os impactos ambientais do consumo no séc. XXI sejam solucionados, cabe ao Estado desenvolver projetos socioeducacionais voltados para o combate à segurança ambiental, por meio de campanhas publicitárias elaboradas pelo Ministério da Educação e do Meio Ambiente que visem à adesão de medidas sustentáveis e ecológicas na sociedade e que estimulem os indivíduos a propagar tais medidas pela sua comunidade, com o propósito de mitigar não só os cataclismos dos impactos ambientais, como também proporcionar à educação sustentável em nosso corpo social. Com isso, auferir-se-ão, por meio do pensamento socrático, mudanças racionalmente atingidas por todos.