Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 26/03/2019

Segundo Newton, a toda ação corresponde uma reação de mesma força e sentido contrário. Esse princípio é facilmente aplicável ao contexto contemporâneo, em que se observa o agravamento de impactos ambientais em contraposição ao consumo exacerbado do século XXI. Esse cenário é resultado inquestionável do consumismo, que sob viés financeiro, outorga o lucro em detrimento da natureza. Dessa forma, dentre os fatores que intensificam esse processo, estão o constante descarte de resíduos produtivos, aliados à tentativa empresarial de validação dos objetos para incitar a troca destes.

É necessário associar o descarte residual, o qual é consequência de consumo exagerado, aos problemas ambientais vigentes, principalmente nos centros urbanos. Evidentemente que isso demonstra-se com o aumento da produção de lixo na sociedade, que por sua vez, afeta a natureza devido à ausência de cuidados quanto ao destino desses resquícios. Exemplo disso é o crescimento da poluição natural e visual nas cidades, assim, alinhando-se então à sociedade do “Consumo, logo existo”, de Bauman, já que a lógica consumista deturpa o engajamento do indivíduo diante da natureza.

Ademais, é válido ressaltar a validação planejada de curto prazo dos produtos, sob óptica do lucro, como incitante a extração ambiental exagerada. Esse cenário advém da tentativa mercadológica de vender mais, conforme exemplo da prática da obsolescência programada , de cujo planejamento do tempo de utilidade incentiva a troca contínua de mercadorias, e consequentemente, a amplificação da extração natural para produção. Desse modo, tal fato comprova o pensamento de Karl Marx, o qual diz que o capitalismo prioriza os lucros em detrimento das coisas, pois antagoniza a natureza em prol de fins próprios.

Em suma, conclui-se que o consumismo, provocado pela lógica financeira, é o cerne dos impactos ambientais vigentes no século XXI. Desse modo, é fundamental que o Estado efetive políticas públicas voltadas à melhoria da gestão do lixo, e do controle da extração e usufruto da natureza. Tais medidas efetivadas por meio do recolhimento e da reciclagem do lixo, em acréscimo da elaboração de uma legislação que responsabilize as empresas pelos danos ambientais. Ademais, é importante que haja uma educação consumista por meio de projetos governamentais. Essas diretrizes irão proporcionar o controle dos impactos consumistas, e em reação a essa ação , garantir a manutenção da natureza.