Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 14/06/2021

Segundo o físico e matemático inglês Isaac Newton, toda ação gera uma reação de mesmo módulo e direção, no entanto de sentido contrário. De forma análoga a esta lei, os padrões de consumo do século XXI provocam impactos ambientais de mesma proporção, que impactam negativamente a vida de todos os seres vivos. Nesse sentido, cabe analisar as causas dessa problemática, como o aumento do consumismo e a ausência de debate desse tema nas escolas, com o fito de saná-la.

Em primeiro lugar, é sabido que o consumo é algo necessário à vida humana, entretanto quando feito de forma exagerada acarreta impactos ao meio ambiente. Tal situação é percebida pelo sociólogo Zygmunt Bauman, “o problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo”. Nesse viés, observa-se que o consumo é um elemento central na sociedade capitalista, tornando-se um instrumento de formação de identidade pelos proprietários. Porém, com o aumento do consumo, há o de geração de resíduos sólidos, que são, na maioria das vezes, descartados inadequadamente.

Ademais, verifica-se que os ambientes escolares são locais ideais para a problematização sobre os hábitos de consumo atuais e suas consequências, contudo isso não ocorre na maioria das escolas. Nessa lógica, existe a necessidade de colocar em prática o ponto de vista do filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, pois ao instruir os alunos sobre os impactos ambientais advindos do modo de consumo, além das obrigações dos cidadãos, do estados e das indústrias quanto a esta questão, forma-se cidadãos conscientes de seus atos, e a instituição de ensino cumpre o seu papel de veículo de mudança social.

Portanto, torna-se fundamental que os projetos sejam criados para reduzir os impactos ambientais do consumo no século XXI no Brasil. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em conjunto com organizações não governamentais formularem ações de consciencialização dos indivíduos, por meio de propagandas nas mídias sociais, como Instagram e Facebook, e em canais televisivos, ofertando informações sobre as consequências do consumo exagerado ao meio ambiente, a fim de mudar a perspectiva dessas. Outrossim, o Ministério da Educação e Cultura deve elaborar e integrar à série curricular do Ensino Básico uma matéria sobre hábitos de consumo e sustentabilidade, ministrada por profissionais da área, com intuito de formar alunos mais conscientizados dos impactos de seus atos no planeta.