Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 23/04/2019

Em meados da década de 1970, ocorreu uma crise na forma de produção vigente na época. Com isso, grande parcela das indústrias deixaram de seguir o modelo de produção fordista, em que eram produzidos bens de consumo duráveis e padronizados, e implementaram o modelo toyotista. Desse modo, os produtos passaram a ter modelos diversificados e uma validade menor. Por conseguinte, houve um acréscimo na quantidade de lixo e problemas ambientais. Ademais, a sociedade adota uma postura hedonista em que o futuro é deixado de lado em detrimento do prazer imediato.

É valido considerar, antes de tudo, a importância da obsolescência programada na ampliação do consumismo. A fim de persuadir os consumidores, as grandes empresas sabotam seus produtos para torna-los obsoletos e incentivar o público a adquirir novos. Mediante essa prática, as pessoas compram novos produtos e consequentemente cresce a geração de lixo e resíduos que causam problemas ambientais como o consumo desenfreado de recursos naturais, a contaminação dos lençóis freáticos entre outros. Prova disso foi o caso da Apple, empresa de celulares, em que foi comprovado a utilização da atualização dos aparelhos antigos como forma de causar danos na eficiência dos mesmos.

Cabe apontar também o papel das novas relações sociais. De acordo com o sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman, “O consumismo de hoje, porém, não diz mais respeito à satisfação das necessidades”. Cada vez mais os produtos são adquiridos para saciar nossas vontades imediatas e as consequências das ações são vistas como algo distante. No entanto, problemas de saúde devido à contaminação das águas e do ar estão cada vez mais frequentes. Ademais, esse aumento no consumo resulta na utilização de uma maior quantidade de combustíveis fósseis tanto para o transporte quanto para produção desses bens. Por conseguinte, desequilíbrios ambientais como a chuva ácida e o aquecimento global se intensificam, criando problemas como o aumento dos níveis dos oceanos, destruição de patrimônios históricos, derretimento das geleiras entre outros.

Fica claro, portanto, a necessidade da mudança na forma de consumo contemporâneo. Desse modo, o Ministério da Educação deve realizar palestras - lúdicas e explicativas - demonstrando que o consumo pode ser moderado e as consequências que o exagero pode trazer para o meio ambiente. Outrossim, evidenciar como as ações do presente podem influenciar em um futuro próximo. Ademais, essas palestras devem ser abertas para a comunidade de modo que antes de adquirir um produto os cidadães reflitam como essa ação poderá acarreta problemas futuros. Somente assim, a sustentabilidade será aplicada como forma de garantia das presentes e futuras gerações.