Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 02/05/2019
No século XVI, com a chegada da colonização portuguesa ao Brasil, tinha-se o pensamento errôneo de que os recursos naturais são intermináveis. Entretanto, com a globalização acelerada e o consumismo ganhando espaço, atrelado as nefastas políticas públicas para coibir o uso inadequado dos recursos naturais, as consequências são visivelmente notadas e sentidas na atualidade, com impactos ambientais negativos a natureza e ao ser humano. Nesse contexto, torna-se evidente, a gravidade desse problema e a necessidade de campanhas combativas para melhorar essa realidade. De início, vale mencionar uma das principais causas que influencia nos impactos ambientais, a obsolescência programada – fator no qual o produtor propositalmente desenvolve um produto para consumo de forma que se torne obsoleto, ou seja, com pouca duração – . Isso porque, com essa programação automática e o consumismo exacerbado, a produção é significativa e a margem de lucro é garantida. Mas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a humanidade vem consumindo 30% a mais do que o planeta é capaz de repor e absorver, dessa forma, a natureza é altamente prejudicada, o que posteriormente pode resultar em desastres ambientais, sendo o reflexo do consumismo desenfreado do ser humano.
Outra atividade realizada pelo ser humano é o desmatamento, pratica essa também responsável por grande parte dos impactos ambientais negativos. Isso porque, a cada 24 horas, 2.160 hectares de florestas são desmatados, e o pior, é que embora muitas vezes esse desmatamento tenha interesses de obter ganhos econômicos, a área desmatada não tem sido usada para atividades produtivas, já que dos quase 762.464 km² já desmatados, apenas 5,9% são usados para agricultura e 49,6% são pastos de ativos de criação de gado. Assim sendo, e conforme as leis newtonianas, para toda ação a uma reação de igual intensidade e sentindo contrário, as ações antrópicas sobre o desmatamento tem acarretado consequências como enchentes, assoreamento dos rios e crise hídrica no país.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para diminuir o impasse. Em razão disso, o Ministério do Meio Ambiente, precisa por intermédio dos meios online com influenciadores digitais e outdoors informativos orientar a população sobre o prejuízo do consumismo a natureza e a própria vida humana, visando a conscientização dos mesmos, ademais, é indispensável que o Ministério do Meio Ambiente também exija o restauração dos agravamentos feitos a natureza, como por exemplo, através do reflorestamento das áreas devastadas e dá a criação de um processo de despoluição dos rios, visando assim o uso sustentável dos recursos naturais. Dessa forma, na tentativa de um diminuição na problemática em questão.