Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 22/05/2019

Durante a Segunda Revolução Industrial, foi implementado nas fábricas o modelo Taylorista/Fordis- ta de produção, no qual a fabricação e o consumo em massa de produtos eram uma das suas principais características. Nessa perspectiva, mesmo que o mundo atual esteja em outro sistema de montagem ainda é possível observar uma herança deixada por esse modelo já ultrapassado: a sociedade de con- sumo. Logo, é necessário considerar quais seriam os impactos dela no meio ambiente.

Primeiramente, vale analisar que a criação do lixo em excesso é um dos resultados desta popula- lação consumista, posto que a obtenção de produtos em demasia sobrecarrega o sistema já frágil de descarte de lixo de países como o Brasil. Tendo como consequência disso, detritos sendo despejados de forma irregular em lixões e assim contaminando o solo destes locais. Posteriormente a isso, afetando famílias próximas a esses lugares de desova. A prova disso é a reportagem produzida pelo site G1, no qual relata que cerca de 30 milhões de tonelada de detrito é descartada por ano de forma ilegal em território brasileiro. Dessa maneira, conclui- se que os problemas com o lixo prejudicam a sustentabilidade ambiental no país.

Outrossim, pode- se observar a utilização excessiva de recursos naturais feitos por indústrias co- mo um desses impactos, visto que ela precisa suprir a necessidade consumista da sociedade. Um re-sultado disso, seria o desmatamento de florestas para a aquisição de matéria- prima para fabricação de produtos. Por conseguinte,  a extinção de grande parte na flora do planeta. Tal fato é comprovado na animação de Steve Cutts “Man”, em que o ser humano  causa danos à cobertura florestal da Terra sem se preocupar com os resultados que vai ocasionar. Portanto, deve- se retardar as ações das empresas no meio ambiente para preserva-lo.

Em síntese, é essencial que medidas sejam tomadas para conter os efeitos desta população de consumo. Assim sendo,  fica a cargo do Ministério do Meio Ambiente localizar e acabar com os lixões irregulares no território brasileiro através da fiscalização  do descarte de detritos , visando cessar com a contaminação  que  este despejo ilegal causa. Ademais, passa a ser de incumbência de orgãos como o Ibama vistoriar o desmatamento realizado por indústrias  por meio de inspeções nos locais onde ocorre extração de matéria-prima, objetivando encerrar o uso em demasia dos recursos naturais. Para assim, minimizar os impactos do consumismo no meio ambiente.