Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 12/06/2019

Um episódio da série “Love Death and Robots” apresenta um futuro pós apocalíptico em que três robôs conversam sobre a possível causa da distopia apresentada. Desse modo, um dos robôs relatou a provável motivação: os impactos ambientais causados pelo consumo. Fora da ficção, tal problemática é percursora de graves desastres ambientais. Ademais, a sociedade consumista atual atrelado à ignorância humana com a natureza corroboram com a perdura da problemática.

Antes de tudo, cabe analisar o ambiente consumista que veio a se formar desde a Primeira Revolução Industrial no século XVIII. Segundo a visão determinista, o ser humano é fruto de seu meio. Nesse sentido, a sociedade materialista atual, que dita a importância das pessoas de acordo com suas riquezas materiais, tornam as pessoas suscetíveis ao consumo rigoroso. Além disso, ferramentas como a obsolescência programada -prazo determinado pela própria indústria para “invalidar” o produto - contribuem com a produção do lixo excessivamente. Diante disso, torna-se urgente intervenções estatais para amenizar estes ideais.

Outrossim, a credulidade da população, no que tange à impactos ambientais, torna o problema ainda mais enraizado. Sob tal viés, percebe-se que o homem não tem limite para sua ganância, ou seja, ele não se importa com o prejuízo que causa à natureza, somente se importa consigo mesmo. Analogamente, esse cenário é retratado no filme “Avatar”, no qual os seres humanos invadem outro planeta para tomar para si os recursos naturais que ali existem. Destarte, mesmo com impactos grandes como o desastre da barragem de Mariana, as pessoas tendem a se manter passivas diante do problema, necessitando, assim, de iniciativas paralelas.

Portanto, é necessário uma parceria entre a mídia, o governo e algumas ONGs para reduzir essa perspectiva consumista na sociedade. Primeiramente, cabe à mídia influenciar os indivíduos a reciclarem e fazerem o máximo para reduzir os danos ambientais, por meio de programas como o “Fantástico” que irá promover a sensibilidade com o tema, além de servir como forma de denúncia de empresas que fazem mal ao meio ambiente, para que reduza significativamente os impactos ambientais. Concomitantemente, o Ministério do Meio ambiente, juntamente com ONGs, deve instaurar uma fiscalização contínua em indústrias para que não ocorram desastres como as vistar em Brumadinho. Logo, talvez assim, o futuro distópico da série será apenas uma ilusão e as pessoas darão maior importância ao meio ambiente, diferente do que foi visto em “Avatar”.