Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 23/07/2019

Reduzir, reutilizar, reciclar. Em consonância com as práticas de desenvolvimento sustentável, para muitos países do mundo, o consumo consciente já se tornou uma prioridade. No Brasil, entretanto, o atraso nas discussões sobre tal advento ainda é preocupante. Isso se evidencia não só pela negligência governamental, como também pela falta de interesse da população nesse sentido.

Segundo o relatório Planeta Vivo, a população mundial já consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Tal dado mostra-se alarmante, posto que com o avanço do capitalismo e do agronegócio, a criação de produtos de obsolescência rápida expandem-se consideravelmente. Ademais, com a ocorrência da Revolução Industrial no século XVIII, culminou o grande aumento da sociedade e do consumo nos países industrializados, o que acarreta em mais impactos ambientais. Sendo assim, torna-se inadmissível que as autoridades não tratem o ecossistema como preferência, o preservando.

Outrossim, a desinformação dos cidadãos é um fato estarrecedor, visto que a maior parte da destruição do meio ambiente é feita por ação antrópica e afeta diretamente nas condições de vida dos indivíduos. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”. Diante de tal exposto, faz-se inaceitável que essa camada não saiba que sua utilização hiperbólica de produtos traga malefícios para o mundo inteiro e, principalmente, para o ser humano.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério do Meio Ambiente, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva leis e políticas ambientais, pondo sob o risco de punições aos infratores, além de projetos nas escolas para o enaltecimento ecossistêmico, com o intuito de diminuir as consequências da aplicação exacerbada e garantir a conservação ambiental. Dessa forma, poder-se-à construir uma nação ciente e que valoriza seu patrimônio natural.