Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 06/07/2019

No limiar do século XXI, o padrão de consumo exagerado - vide consumismo - aparece como um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. A partir de tal questão, muitos impactos ambientais são motivados, como a eutrofização. Nesse contexto, é indispensável salientar que a falta de conscientização, por parte dos consumidores, está entre as causas da problemática, uma vez que a prática do consumo, muitas vezes, é realizada sobre produtos com rápida obsolescência. Diante disso, vale discutir as implicações que o consumismo pode causar ao meio ambiente e a importância da educação para o desenvolvimento sustentável de um país.

Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar que o consumismo não é uma invenção do século XXI. Diacronicamente à mecanização da produção, o incentivo ao consumo tornou-se um dos fatores mais importantes para a manutenção do sistema capitalista. Nesse sentido, o sociólogo Max Weber sustenta a ideia de que foi criado um fetiche sobre a mercadoria; constrói-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada com a compra do produto. Na esteira desse processo, o padrão de consumo sofreu uma reconfiguração, de modo que a queda de durabilidade dos produtos exigiu uma maior produção de mercadorias. Nessa linha de raciocínio, um grande excedente de resíduos sólidos foi produzido, de tal forma que seu descarte incorreto ainda compromete o meio ambiente. Dessa forma, é possível perceber um aumento da poluição dos corpos hídricos - haja vista a eutrofização - e do solos, já que metais pesados colaboram para o sistema de magnificação trófica.

Outro ponto em destaque - nessa temática - é a relevância da educação para o desenvolvimento sustentável da sociedade. Diante desse pensamento, o filósofo Immanuel Kant defende o conceito de que o homem é aquilo que a educação faz dele. Logo, ao crescer em um ambiente onde práticas de poluição ambiental são vistas como algo banal, o indivíduo tende a tornar-se um potencial degradador do meio ambiente no futuro. De maneira análoga, a sustentabilidade deve ser incentivada desde pequenas atitudes, como a redução do consumo, a reutilização de produtos usados e a reciclagem de materiais. Na contramão desse cenário, estudos do Instituto de Pesquisa de Campinas indicam que 76% da população brasileira não praticam consumo consciente, uma vez que a maioria dessas pessoas se dizem indispostas a sair do ambiente de conforto, já que isso exige mudanças nos hábitos.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para prevenir impactos ambientais. Cabe ao Congresso Nacional aprovar uma lei que exige a substituição do plástico dos canudos e dos copos descartáveis. Nesse projeto, o polietileno deverá ser substituído por materiais biodegradáveis, como a celulose. Com isso, toneladas de resíduos sólidos deixarão de ser descartados no meio ambiente.