Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 25/08/2019

Desde 1500, com o descobrimento do Brasil pelos portugueses, o desmatamento e a destruição do Bioma da Mata Atlântica foi presente no país devido ao importante uso do Pau-Brasil para tintura de roupas. Mesmo após séculos, não só na terra brasileira mas o mundo tem sofrido os impactos ambientais, principalmente pelo consumo exacerbado no século XXI causado pela obsolescência programada. Aliado a isso, o indivíduo não possui práticas sustentáveis com o lixo, o que contribui de forma inconsequente para a destruição do meio ambiente.

Primeiramente, é importante enfatizar a respeito das consequências do desenvolvimento da tecnologia. Em suma, as empresas, com a mentalidade capitalista, buscam cada vez mais as vendas dos produtos, que são inovados a cada ano, por meio da pouca durabilidade desses, não se importando com os impactos na natureza. Dessa forma, parafraseando o importante sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o mundo contemporâneo vive uma liquidez nas ações por causa das relações superficiais e a prática do individualismo. Esse pensamento comprova que o egoísmo da sociedade líquida possui semelhança com a imprudência causada em 1500.

Convém ressaltar, além disso, acerca da falta de consciência do homem que corrobora com a problemática. Paralelamente, criada pelo filósofo Jeremy Bentham, a Ética Utilitarista visa a prática de atos que promovem o bem-estar de todos. Não obstante, hodiernamente, essa ótica não é exercida pela sociedade devido às poucas ações de sustentabilidade que contribuem com a grande quantidade de rejeitos. A utilização dos ‘‘3 R’s’’ (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) ficaram somente na teoria, não tendo nenhuma mobilização na prática. Logo, a população possui grande culpa nesse impasse.

O individualismo presente na sociedade contemporânea trouxe consequências ao meio ambiente e, por isso, medidas devem ser elaboradas para diminuir significativamente a sua incidência. Portanto, cabe ao Poder Legislativo dos países elaborarem leis que limitem a produção de rejeitos por empresas que praticam a obsolescência programada. Isso fará com que esses produtores não devastem a natureza de forma impensada, podendo receber multas pelo descumprimento. Ademais, vale do indivíduo entender a importância da preservação dos recursos naturais, que são limitados, e com isso, reduzir a degradação ambiental com a reutilização e reciclagem do lixo doméstico, a fim de restringir o problema. Sendo assim, a liquidez não será uma característica do homem e a ética utilitarista fará mais presente em uma sociedade que deixará o desmatamento dos portugueses só para a história.