Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 31/10/2019
A peste negra foi uma doença que devastou a Europa durante a Idade Média, ela acorreu principalmente pelo descarte incorreto do lixo, que na época era até jogado pelas janelas, ambiente perfeito para a proliferação do agente que se hospedava na pulga de ratos. Hodiernamente, apesar de não existir nenhuma pandemia, é notável que o descarte de resíduos ainda é feito de forma exacerbadamente errada, na qual o consumismo da sociedade, aliado a baixa reciclagem de produtos pode gerar consequências irreparáveis ao meio ambiente. Desse modo, torna-se imprescindível ressaltar as causas, bem como os prejuízos sociais desse impasse.
A priori, compete analisar os principais motivadores desse entrave. A Revolução Técnico-Científico-Informacional ocorreu durante a década de 1960, ela facilitou o acesso a informação da população e aumentou o consumismo, pois incentivou a compra de produtos pela internet. Isso, aliado a ausência do descarte correto dos resíduos humanos e a falta de programas de reciclagem pelo governo gera um cenário propício a degradação do meio ambiente. Como exemplo disso há os inúmeros lixões a céu aberto que, além de degradar a atmosfera e o solo, auxiliam a propagação de doenças, prejudicando a sociedade. Evidencia-se, portanto, um imenso descaso governamental e dos indivíduos acerca da distribuição e cuidados com o lixo.
A posteriori, é necessário analisar as consequências que esse impasse gera. A obra musical “De volta para o futuro”, de Fábio Brazza, retrata um futuro distópico, por volta dos anos 3000, em que milhares de espécies foram extintas e não existem mais calotas polares. Nos dias atuais, é notável que a degradação da natureza é uma constante, pois a temperatura média anual tem aumentado a cada ano, devido a constante emissão de gases pelos veículos e a ampla decomposição errada do lixo, que corroboram ao efeito estufa, responsável pela retenção de calor na superfície terrestre. Verifica-se, então, que esse entrave gera prejuízos sociais imensos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para reduzir os efeitos criados pelo tratamento incorreto do lixo, urge que o Ministério do Meio Ambiente destine investimentos aos cuidados com os resíduos humanos, por meio da criação de unidades de recolhimento e tratamento alternativo do lixo, como aterros sanitários, apresentando outra opção aos lixões. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, a inserção da disciplina de educação ambiental na grade horária dos alunos, visando reduzir a distribuição incorreta do lixo e a redução da emissão de gases prejudiciais. Dessa forma, melhoraria a relação entre o consumo e a natureza.