Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 10/10/2019

No livro “Sob a redoma” de Stephen King, os habitantes de “Chester’s Mill” ficam isolados nessa cidade por consequência de uma misteriosa cúpula surgir sobre a urbe, tornando impossível qualquer contato com o seu exterior. Em consoante com os impactos ambientais, pode-se afirmar que o consumismo ter se tornado um grande aliado que isola a natureza da sua pureza e conservação. Entretanto, os acontecimentos da revolução industrial ajudaram a desenvolver o hábito consumista na sociedade, que por sequência, aumenta a produção de resíduos que são dispersados no meio ambiente, contribuindo para que os impactos ambientais aconteça em massa.

Em primeira análise, torna-se evidente que após os eventos da revolução industrial, que teve início no século XVIII, o individuo se tornou mais consumista, pois os processos de produção e circulação de benfeitorias foram agilizados. Por conseguinte, o avanço da produção acarretou um enorme distanciamento da população com o conhecimento acerca dos meios de produção qual os produtos são submetidos, logo, esse desconhecimento foi designado historicamente de alienação, sendo assim, a principal dimensão do consumismo. Portanto, se essas pessoas identificassem os meios de fabricação, tornariam menos consumistas, pois muitas vezes acabam sendo inadequados e prejudiciais. Cria-se então, a necessidade de levar a informação sobre etapas de produção para a população, evitando assim as compras sem devidas utilidades.

Ademais, vale destacar que, hoje em dia as peças de roupas produzidas não são duradouras, propositalmente, pois a industria da moda querem que as pessoas gastem mais capitais em pouco tempo, aumentando o lucro das empresas, e fazendo com que rapidamente sejam descartadas, produzindo assim - não só pelo setor da moda - resíduos direcionados a natureza. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de plásticos vão parar nos oceanos. Outrossim, acaba que os animais marinhos sejam também prejudicados, já que a ONU prevê que em 2050, exista mais lixos do que peixes no mar. Surge então, a carência de repensar a forma como consumimos e o impacto dos nossos hábitos sobre o meio ambiente.

Destarte, medidas são necessárias para evitar que as previsões da ONU se tornem uma plena realidade. Nesse contexto, o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente devem inserir debates e palestras ministradas por professores nos planos de atividades escolares, que abordem a importância do consumo consciente, promovendo a importância de brechós e da reutilização para que a população adote princípios sustentáveis, reduzindo o consumo de produtos inúteis. Dessa maneira, a cúpula que problematiza a ficção de Stephen King, ficará restrita ao livrou.