Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 18/10/2019

De acordo com Adorno e Horkheimer, da Escola de Frankfurt, a Indústria Cultural intensifica o processo de consumismo na sociedade. Em consoante, os impactos ambientais vêm se agravando nos últimos anos, seja por causa da obsolescência programada ou por pura negligência do Estado. Nesse viés, convém analisar causa, consequência e possível medida para reverter o impasse.

Em primeiro plano, Milton Santos, geógrafo brasileiro, destacou que o espaço geográfico é alterado de acordo com as aspirações da globalização. Visto isso, as técnicas modernas de apropriação da natureza são genitoras do consumismo desenfreado, o que resulta na ascendente imposição de danos à natureza, danos esses que são negligenciados por parte do Estado. Em um país signatário da Agenda 2030, é inadmissível que medidas de proteção sejam tão falhas.

Em segundo plano, tendo em vista uma pesquisa recente de um jornal britânico, algumas empresas adotam a obsolescência programada como meio de lucro. Como consequência, os antigos produtos são descartados, muitas vezes, de forma irregular, fato que gera danos profundos no meio ambiente.  Essas ações, em conjunto com a tese dos frankfurtianos, engloba, infelizmente, inúmeras consequências em toda a cadeia organizacional da vida na Terra.

Portanto, urge que o Estado, aliado ao Ministério do Meio Ambiente e Educação, por meio de políticas públicas rigorosas, fiscalize e multe empresas adeptas da obsolescência programada e demais técnicas que agravem a natureza. Ademais, é necessária a reformulação dos modos de consumo, além da percepção dos benefícios ambientais oriundos da sustentabilidade, e isso deverá ser ensinado desde a educação básica. Assim, essas ações terão o intuito de reduzir os impactos nocivos à natureza para que a condição de vida e o meio ambiente prosperem.