Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 31/12/2019
É evidente que altas taxas de consumo geram diversos impactos ambientais; como: o aumento de resíduos sólidos que forçam governos a desenvolverem políticas públicas que versem sobre esse problema. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais existe, no Brasil, uma política nacional, mas que ainda é considerada ineficiente devido o baixo interesse político e a baixa adesão social sobre o assunto.
Sabe-se que o interesse político sobre determinada problemática é diretamente proporcional aos investimentos direcionados para solucioná-las e como os investimentos dos governos brasileiros direcionados à minimizar os impactos gerados pelo aumento do consumo ao longo dos anos se encontram cada vez menores, pode-se concluir que vigora um crescente desinteresse. Visto que já faz nove anos que a lei sobre resíduos sólidos foi sancionada; e coleta de lixo ainda não melhorou no Brasil. Em contraste, país aumentou a produção de lixo, a reciclagem ainda é baixa e os lixões, que deveriam ter sido erradicados, continuam em atividade para prejuízo do meio ambiente e da saúde dos cidadãos.
Além disso, a baixa adesão social contribui para a má gestão do lixo brasileiro. A percepção de sociedade no Brasil ainda é escassa, visto que muitos cidadãos não se preocupam com o direcionamento dos rejeitos após direcioná-los aos órgãos de limpeza pública. A ausência de conhecimento, a sensação de que lixões a 30 km de distancia não causam impactos mesmo em comunidades mais distantes, faz com que os brasileiros reivindiquem os problemas da sua rua, mas ignorem os da cidade e até mesmo os do país. Em países como Alemanha e Suécia países mais avançados em iniciativas sustentáveis, que contam com uma forte adesão da população. Não há, por exemplo, coleta domiciliar de lixo. As pessoas pegam os resíduos e levam até um local onde é coletado separadamente — vidros, plásticos, papel — e vai direto para a reciclagem.
Como se vê, a ausência de interesse político gera políticas públicas ineficientes e a baixa adesão social potencializa o desinteresse do gestores públicos. Desse modo, cabe a sociedade reivindicar seus interesses em prol do social, as mídias sociais cabe a veiculação da problemática de modo que faça surgir mobilização social e aos educadores e professores cabe trabalhar o sentimento de sociedade em nossas crianças para que percebam que as ações recaem sobre o todo - a sociedade.