Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 01/11/2019
Parafraseando o sociólogo Karl Marx, a alienação é a principal forma de dominação social, pois, possui mecanismo capazes de implantar ideias na mente de massas populares. Diante disso, é notório que os impactos ambientais do consumo no séc.XXI têm ligação direta com as ações humanas, haja vista que muitos são instigados a comprar mercadorias que não necessitam. Ademais, contribuir com o correto descarte do que não for reutilizável diminui os problemas gerados por lixões, por exemplo, salientando que é preciso uma conscientização e participação de órgãos governamentais e cidadãos para combater tais imbróglios.
Primeiramente, diante do cenário global, a sociedade está sempre sendo induzida a adquirir produtos que, em parte, não necessita a partir de discursos e propagandas de marketing coercitivas. Contudo não levar em conta os impactos gerados pela compra inconsciente reflete, de forma negativa, na saúde da população, pois o descarte indevido pode gerar acúmulo em lixões, e no meio ambiente - onde o chorume pode vir a contaminar os lençóis freáticos.
Outrossim, em outras palavras, na natureza tudo se transforma - de acordo com Antoinie Lavoisier. Dito isso, ainda que produtos com obsolescência programada sejam adquiridos, é preciso ter consciência de que ele ainda pode ter utilidade. No filme “Wall-E”, por exemplo, o robô que leva o nome do filme têm a função de fazer cubos de lixo para não deixá-lo espalhado pelo planeta Terra. Ao longo do seu trabalho ele recolhe objetos e, de forma criativa, os reutiliza. Vale salientar que devido às ações humanas, principalmente relacionadas ao consumismo, a Terra tornou-se subitamente tóxica, levando a sociedade a viver a bordo de uma estação espacial.
Infere-se, portanto, que a questão do impactos ambientais do consumo no séc.XXI merece uma atenção especial, visto que refletem diretamente na vida terrestre. Devido a isto, faz-se necessário que o Estado, junto a usinas de compostagem e reciclagem, disponibilizem coletas seletivas que levem o lixo residencial diretamente aos seus respectivos locais de descarte, dessa forma, o número de lixões gerados por tal intervenção será reduzido, bem como os índices de doenças e epidemias advindas dessa problemática. Por fim, a mídia e profissionais da área de psicologia promovam campanhas de conscientização como também atrelem projetos de consulta especializada para pessoas com imbróglios relacionados à compras em excesso, ou compulsivas, afim de manter grande parte da sociedade ciente das consequências de seus atos e o controle da demanda de lixo gerado pelo consumismo. Com isso, os impactos sociais e ambientais serão devidamente controlados e o futuro da sociedade distará do que a população em “Wall-E” viveu.