Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 06/05/2020
Segundo o filósofo Theodor Adorno, a indústria cultural é responsável por transformar a cultura de uma população em mercadoria, visto que padroniza os conceitos inseridos nessa sociedade mediante a utilização do meios de comunicação de massa. Tal mecanismo impulsiona o consumo exacerbado no século XXI, e é precursor de inúmeros impactos ambientais, como a intensificação do efeito estufa e a má qualidade da água. Logo, medidas são necessárias para reverter essa problemática.
A priori, é importante ressaltar que a consumação exagerada acarreta danos atmosféricos. Nesse sentido, as Revoluções Industriais foram responsáveis pelo crescimento da produção em massa, e, por isso, impulsionaram a acentuação de males ambientais. Desse mesmo modo, nos dias atuais, o consumismo direciona a fabricação de produtos industriais, posto que quanto mais se utiliza, mais se produz. Contudo, a ampliação da produção fabril não sustentável é um dos entraves existentes na contemporaneidade, uma vez que nesses locais há uma profunda emissão de gases poluentes. Tal situação ocorre devido a queima de combustíveis fósseis utilizados como geradores de energia, que, ao serem emitidos, ampliam a retenção de calor, e, assim, estimulam o desequilíbrio do efeito estufa.
A posteriori, é nítido que o consumo desmoderado amplia a poluição dos ambientes aquáticos. À vista disso, segundo dados do Movimento Baía Viva, um bilhão de litros de chorume são despejados por ano nas águas. Nesse sentido, é perceptível que a fabricação exagerada reflete-se no descarte frequente de objetos que, na maioria das vezes, ocorre em locais inadequados. Dessa maneira, a deposição de detritos a céu aberto é o principal fator para a produção do chorume, dado que propicia o processo de decomposição de matérias orgânicas. Assim, a constante liberação desse líquido ocasiona efeitos negativos, já que ao atingir os lençóis freáticos, polui nascentes e rios responsáveis pelo abastecimento aquífero brasileiro.
Torna-se evidente, portanto, que medias são indispensáveis para reverter tal quadro. Posto isso, é vital a contribuição do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços para diminuir os efeitos gerados pela produção de mercadorias, a partir da implementação de técnicas produtivas sustentáveis em empresas de consumo, a fim de que haja a diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera, para, destarte, estabilizar o efeito estufa. Além disso, é vital a contribuição do Ministério do Meio Ambiente para solucionar o fabricação de chorume, por meio de investimentos direcionados para a criação de aterros sanitários com estrutura para o tratamento desse líquido, para, assim, eliminar a poluição dos ecossistemas aquáticos. Somente assim, será possível solucionar as instâncias que envolvem a problemática.