Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 08/05/2020
O consumo que destrói
A idade moderna foi marcada pela transição do mundo feudal para o mundo burguês. Desde então, o capitalismo foi adotado por diversos países, provocando um hábito de adquirir produtos e serviços supérfluos, o consumismo, sendo uma prática hodierna preocupante e inconsciente. Nesse sentido, as estratégias de vendas empresariais e a alienação social são responsáveis pela perpetuação do consumo intenso e consequentemente, pela destruição do meio ambiente.
Primeiramente, a ideologia lucrativa das indústrias estimula o consumismo. Segundo o intelectual Karl Marx, o capital rege a sociedade. Sob essa ótica, as empresas capitalistas induzem, através de jogadas de publicidade, a necessidade de comprar um produto específico como forma de alcançar status e felicidade. No entanto, essas recompensas são efêmeras, obrigando a adoção de um estilo de vida frustrante baseado no consumo contínuo. Dessa forma, a produção se intensifica, exigindo diversos recursos naturais no seu processo, criando um desequilíbrio ecológico.
Além das estratégias de marketing, o desconhecimento social colabora com a permanência do quadro de exploração da natureza. De acordo com uma pesquisa do Instituto Akutu, em 2018, 76% da população brasileira está pouco ciente do consumo sustentável, ou seja, mais da metade dos brasileiros não sabe dos danos ambientais que o ato de comprar pode trazer. Sendo assim, essas pessoas estão mais suscetíveis às manipulações das empresas, que visando o lucro, aproveitam para incentivar o consumismo. Então, o que acontece é o enriquecimento dos empresários em detrimento do meio ambiente.
Portanto, é mister que medidas sejam feitas para amenizar o quadro atual. O Ministério da Educação, encarregado do estudo e despacho de todos os assuntos relativos ao ensino, deve ampliar o senso crítico acerca da preservação dos recursos naturais. Por meio dessa mudança educacional, serão realizadas palestras e eventos acadêmicos sobre as consequências do consumismo no meio ambiente, a serem ministradas por ambientalistas e web-conferenciadas a redes sociais do órgão governamental. Dessa maneira, é possível mudar o modelo de consumo enraizado na sociedade, preservando, assim, a natureza.